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Petrobras estuda parceria com a Vibra e não tem pressa para avaliar recompra de refinarias

Presidente da petroleira diz que nem todas as refinarias negociadas pela companhia, por exemplo, fazem sentido dentro do novo portfólio da estatal

EPBR 3 min de leitura

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse nesta quinta-feira, 28, que a avaliação sobre a recompra de ativos vendidos pela empresa nos últimos anos será feita “a seu tempo” e com critério. Segundo ele, nem todas as refinarias negociadas pela companhia, por exemplo, fazem sentido voltar ao portfólio da estatal.

Na véspera, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu que a Petrobras recompre as refinarias que privatizou. Ele afirmou que está conversando com a estatal sobre essa possibilidade “dentro de regras de mercado”.

“Temos os desejos, planos de ministérios e do governo que, claro, guiam a gente, mas tudo tem seu tempo e sua razão. Há unidades e coisas que a Petrobras vendeu que simplesmente comprar de volta não resolve o problema. Há outras que não, que fazem realmente falta dentro do processo de transição para outras fases da indústria”, disse Prates a jornalistas, após participar de evento no Rio de Janeiro.

Silveira já tinha defendido a recompra da RLAM no início deste mês. Segundo o ministro, a unidade comprada pela Acelen, controlada pelo Mubadala Capital, nunca deveria ter sido vendida. “A Petrobras deve avaliar recomprar a RLAM. É um ativo histórico, que fez parte da estratégia de desmonte do sistema Petrobras e que nunca deveria ter sido vendido”, disse em nota divulgada na ocasião.

A venda das refinarias atende ao compromisso firmado pela Petrobras com o Cade em 2019 para abertura do mercado de refino. Desde então, foram concluídas as vendas de três unidades: RLAM (Mataripe), na Bahia, para o fundo Mubadala; a Reman, em Manaus (AM), para o grupo Atem; e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, para a F&M Resources.

O próprio Cade já admitiu que o acordo com a Petrobras, que levou à privatização das refinarias, pode ser mudado. O presidente Alexandre Cordeiro sinalizou em junho que o órgão antitruste está aberto a renegociar com a Petrobras os termos dos compromissos assumidos pela petroleira durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) para abertura dos mercados de refino e gás natural.

Petrobras cogita parceria com Vibra

Prates também comentou que a Petrobras cogita voltar ao mercado de distribuição de combustíveis, mas que uma eventual recompra da Vibra (antiga BR Distribuidora) não é “algo que faça sentido priorizar” neste momento.

A estatal, contudo, vê potencial de avançar em parcerias com a Vibra, em negócios específicos como o setor elétrico (a Vibra é sócia da comercializadora Comerc) e hibridização de veículos, com o objetivo de aproximar a Petrobras do consumidor final.

Prates pontuou, contudo, que as avaliações ainda são “muito superficiais” e que a relação com a Vibra será pensada “com calma e responsabilidade”.

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