A Petrobras retornou à rotina de perder dinheiro no mercado de biocombustíveis. De acordo com a mais recente edição do balanço da Petrobras Biocombustível (PBio), a divisão da petroleira que se dedica à produção de biocombustíveis teve prejuízo de aproximadamente R$ 196,3 milhões ao longo de 2022. Apesar disso, o valor é um avanço em relação aos números de 2021, quando as perdas beiraram R$ 242 milhões.
Segundo o relatório de administração publicado pela companhia, o resultado deste ano foi impactado pela redução da mistura obrigatória adotada pelo governo federal para segurar os preços do diesel. Ao contrário dos 14% que o setor esperava a adição de biodiesel ficou em 10% durante todo o ano passado.
De acordo com a Petrobras, isso levou o setor a “uma elevada ociosidade da capacidade de produção e a um aumento de competitividade entre os produtores”. O quadro se somou ao aumento nos custos das matérias-primas e a condições cambiais pouco favoráveis.
A empresa também aponta redução nas receitas com as vendas de créditos de descarbonização (CBios) depois do adiamento nas metas de descarbonização das distribuidoras. Em 2022, a PBio gerou 218,2 mil créditos dos quais 112 mil foram vendidos por cerca de R$ 14,3 milhões – média de R$ 127,53 por título.
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