Reportagem originalmente publicada em 4 de janeiro de 2023.
Com a mudança de governo federal, a liderança da Petrobras também sofre mudanças. A empresa já confirmou a renúncia de Caio Paes de Andrade, que assumiu o cargo em junho do ano passado. A princípio, o mandato do agora ex-presidente da estatal ia até abril.
Com o encerramento antecipado do mandato de Paes, foi nomeado um presidente interino da empresa, João Henrique Rittershaussen. Ele é diretor executivo de desenvolvimento da produção e ficará no cargo até a eleição e posse de um novo presidente.
Caio Paes de Andrade foi o quarto presidente da Petrobras no governo Bolsonaro e entrou em meio a pressões feitas pelo ex-presidente para que a empresa não aumentasse o preço dos combustíveis.
Agora, ele irá assumir a secretaria de gestão e governo digital no governo de São Paulo, sob o comando de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Por sua vez, Rittershaussen é graduado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em engenharia de petróleo pela Petrobras, com MBA em Gestão de Negócios pela Coppead (UFRJ) e Advanced Management Program pela Insead (Institut Européen d'Administration des Affaires) na França.
Ele atua na Petrobras há 35 anos e já foi gerente executivo de sistemas de superfície e, desde novembro de 2018, tornou-se gerente executivo de sistemas de superfície, refino, gás e energia
Jean Paul Prates foi indicado por Lula para comandar a estatal e o nome será submetido ao processo de governança interna, conforme informou a empresa.
A indicação seguirá a política de indicação de membros da alta administração, o que inclui a análise dos requisitos legais e de gestão e integridade e posterior manifestação do Comitê de Elegibilidade. A avaliação do mercado é que a indicação de Prates será aprovada sem dificuldades.
“Fatos julgados relevantes serão posteriormente divulgados ao mercado”, concluiu a Petrobras, no comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Giovanna Galvani