O uso de etanol começou 2023 demonstrando leve recuperação em relação ao ano anterior. Em janeiro, os abastecimentos somaram 1,06 bilhão de litros do biocombustível, alta de 4,8% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram consumidos 1 bilhão de litros. Na comparação com janeiro de 2021, por outro lado, a queda chega a 38,1%.
Entretanto, a parcela de mercado do biocombustível segue em declínio. O consumo da gasolina chegou a 3,76 bilhões de litros no primeiro mês do ano, com um aumento anual de 15%.
Com isso, o etanol hidratado representou apenas 16,6% do total abastecido com combustíveis do ciclo Otto no mês. Em 2022, o índice foi de 17,9%; no ano anterior, de 27,5%.
Assim, o consumo total de combustíveis do ciclo Otto chegou a 4,5 bilhões de litros de gasolina equivalente em janeiro, um acréscimo de 13% ante os 3,98 bilhões de litros vistos em 2022. Em comparação com o mesmo mês em 2021, a alta foi de 2,6%.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, o aumento na demanda por etanol foi de 16,7%, com 571 milhões de litros. No mesmo mês de 2022, o consumo foi de 489 milhões de litros.
O volume, entretanto, representa uma queda de 34,2% em relação a 2021, quando os motoristas utilizaram 868 milhões de litros.
A consultoria StoneX prevê que o consumo de etanol deverá subir 5,4% neste ano, alcançando 16,4 bilhões de litros. A estimativa já considera a volta da cobrança dos impostos federais, decisão confirmada pelo governo nesta quarta-feira, 1º, com um retorno gradual do PIS/Cofins e Cide. A alta do etanol será de R$ 0,02/L e para a gasolina chegará a R$ 0,47/L, neste primeiro momento.






Giully Regina – NovaCana
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR