Os próximos dez anos não devem ser de investimentos comerciais significativos para etanol celulósico e bioprodutos da cana, projeta estudo da EPEEnquanto o BNDES é um apostador audacioso em relação à indústria de etanol de segunda geração – com uma linha bilionária de financiamento, em conjunto com a Finep, e participação de 15% na empresa que lidera a corrida nacional –, outros setores do governo são bem mais conservadores.
Mesmo com os projetos anunciados da Raízen, Odebrecht Agroindustrial, GranBio e Petrobras Biocombustível, a proposta atual da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que serve de referência para o planejamento da matriz energética nacional, considera que...
Enquanto o BNDES é um apostador audacioso em relação à indústria baseada na biomassa – com uma linha bilionária de financiamento, em conjunto com a Finep, e participação de 15% na empresa que lidera a corrida nacional –, outros setores do governo são bem mais conservadores. O Plano Decenal de Energia (PDE) 2022, documento que serve de referência para o planejamento da matriz energética nacional, não joga fichas no desenvolvimento do etanol celulósico e outros produtos da biomassa para os próximos anos. O documento é elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia (MME) e, até ontem (10) esteve em período de consulta pública.
Mesmo com os projetos anunciados da Raízen, Odebrecht Agroindustrial, GranBio e Petrobras Biocombustível, a proposta atual para o PDE, que compreende o período de 2013 a 2022, considera que não haverá investimentos e produção de volumes significativos de combustíveis a partir da biomassa no período. "Apesar da disponibilidade de matéria-prima, não são esperadas grandes oportunidades para investimentos comerciais em biorrefinarias no Brasil, no próximo decênio", diz o documento. Com isso, não se prevê demanda ou volumes de participação de combustíveis avançados no decênio.
A proposta da EPE para o etanol celulósico apresenta mínimas alterações em relação à edição do ano passado, quando ainda não havia projetos voltados para a biomassa em execução no país.
Embora registre a existência do Plano Conjunto BNDES-FINEP de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS), o texto não leva em conta nenhum dos projetos que estão sendo financiados pela mesma iniciativa.
A EPE acredita que o Brasil só terá uma produção considerada modesta de etanol celulósico, e outros biocombustíveis de segunda geração, depois de 2022. "Algumas dessas tecnologias e seus produtos já estão disponíveis em caráter experimental, com possibilidades de que, ao fim do período decenal, haja a produção de volumes modestos de biocombustíveis (etanol lignocelulósico, diesel de cana, bioquerosene, etc.) ou bioprodutos obtidos por processos tecnológicos avançados", avalia.
Amanda SchArr – NovaCana
Mesmo com os projetos anunciados da Raízen, Odebrecht Agroindustrial, GranBio e Petrobras Biocombustível, a proposta atual da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que serve de referência para o planejamento da matriz energética nacional, considera que...
Enquanto o BNDES é um apostador audacioso em relação à indústria baseada na biomassa – com uma linha bilionária de financiamento, em conjunto com a Finep, e participação de 15% na empresa que lidera a corrida nacional –, outros setores do governo são bem mais conservadores. O Plano Decenal de Energia (PDE) 2022, documento que serve de referência para o planejamento da matriz energética nacional, não joga fichas no desenvolvimento do etanol celulósico e outros produtos da biomassa para os próximos anos. O documento é elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia (MME) e, até ontem (10) esteve em período de consulta pública.
Mesmo com os projetos anunciados da Raízen, Odebrecht Agroindustrial, GranBio e Petrobras Biocombustível, a proposta atual para o PDE, que compreende o período de 2013 a 2022, considera que não haverá investimentos e produção de volumes significativos de combustíveis a partir da biomassa no período. "Apesar da disponibilidade de matéria-prima, não são esperadas grandes oportunidades para investimentos comerciais em biorrefinarias no Brasil, no próximo decênio", diz o documento. Com isso, não se prevê demanda ou volumes de participação de combustíveis avançados no decênio.
A proposta da EPE para o etanol celulósico apresenta mínimas alterações em relação à edição do ano passado, quando ainda não havia projetos voltados para a biomassa em execução no país.
Embora registre a existência do Plano Conjunto BNDES-FINEP de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS), o texto não leva em conta nenhum dos projetos que estão sendo financiados pela mesma iniciativa.
A EPE acredita que o Brasil só terá uma produção considerada modesta de etanol celulósico, e outros biocombustíveis de segunda geração, depois de 2022. "Algumas dessas tecnologias e seus produtos já estão disponíveis em caráter experimental, com possibilidades de que, ao fim do período decenal, haja a produção de volumes modestos de biocombustíveis (etanol lignocelulósico, diesel de cana, bioquerosene, etc.) ou bioprodutos obtidos por processos tecnológicos avançados", avalia.
Amanda SchArr – NovaCana