O Paraná deve elevar a área de plantio de milho na safra de verão 2021/22 em 13%, estimou nesta quinta-feira o Departamento de Economia Rural (Deral), em sua primeira projeção para a temporada que se inicia em setembro, com o cereal ganhando mais espaço em meio a preços e demanda atrativos.
Segundo a previsão, a área de milho pode alcançar 422 mil hectares. Em relação à produção, a expectativa é de um salto de 32% no volume, para 4,1 milhões de toneladas.
O economista Marcelo Garrido, do Deral, disse que a tendência é de que ocorra o fenômeno climático La Niña, com tempo mais seco na região Sul e chuvas irregulares. Caso o evento se confirme, a expectativa é que as condições de estiagem não venham tão rigorosas quanto na segunda safra de 2020/21 – que deixaram fortes perdas no milho.
“Como o milho está em um preço muito alto, devido à quebra que teve e à alta demanda, uma parte dos produtores resolveu plantar um pouquinho a mais nessa primeira safra”, acrescentou ele.
O consultor do Deral, Edmar Gervásio, destacou que os trabalhos de plantio já tiveram início pontualmente, não atingindo 1% da área total esperada. Segundo ele, o plantio historicamente acontece nos meses de setembro e outubro.
Gervásio ainda disse que, após impactos da estiagem, geadas e pragas, a segunda safra de milho 2020/21 teve um novo corte de projeção. A produção estimada no relatório deste mês é de 5,9 milhões de toneladas, redução de 186 mil quando comparada à estimativa divulgada em julho.
“Para esta safra, a expectativa inicial de produção era de 14,6 milhões de toneladas. Neste momento a perda estimada é de 8,7 milhões de toneladas, em termos percentuais o número é de 59,6%”, relata.
No comparativo anual, a nova projeção para o milho safrinha indica queda de 51%.
Nayara Figueiredo