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Para Novonesis, escala e profissionalização são destaques do etanol de milho brasileiro

Entrevista com vice-presidente executiva da área de Biossoluções para a Saúde Planetária da Novonesis, Tina Fanø, aconteceu durante o evento Teco Latin America


NovaCana - Publicado: 14 Out 2024 - 08:59
Para Novonesis, escala e profissionalização são destaques do etanol de milho brasileiro

“No Brasil, trabalhamos tanto no espaço da segunda geração quanto no etanol à base de milho”, relata Tina Fanø, da Novonesis

A eficácia na indústria de etanol de milho necessita de atenção do campo à usina. Para o chefe de bioenergia da Novonesis, Fabrício Leal Rocha, apesar da perspectiva positiva, a indústria de etanol de milho precisa incrementar a sua eficiência. “Nós estamos vivendo um bom momento de mercado. O valor agregado – ou a soma das receitas dividida pelo custo do milho – apresenta um de seus melhores índices e, por isso, é importante aproveitar o ciclo, processar e produzir cada vez mais”, disse.

O uso de enzimas e leveduras é um ponto importante para esta evolução produtiva, seja no renovável feito do milho ou no etanol de segunda geração (E2G), por exemplo. Estes processos melhorados também reduzem as emissões de carbono e geram produtos adequados para produção de biogás, combustível sustentável de aviação (SAF) e outros combustíveis avançados.

O NovaCana conversou sobre o tema com a vice-presidente executiva da área de Biossoluções para a Saúde Planetária da Novonesis, Tina Fanø. A entrevista exclusiva ocorreu durante a décima edição do Teco Latin America, organizado pela Novonesis e voltado para a cadeia produtiva de etanol de cereais.

Quais são suas opiniões sobre o Teco, considerando a importância do evento para as companhias brasileiras e para a própria Novonesis?
Eu acho que a chave aqui, de fato, é a indústria. É muito notável que 250 pessoas estejam reunidas para saber quais são os desafios, as oportunidades, e como podemos continuar elevando o nível para melhorar. Toda essa mentalidade é muito importante para a indústria crescer, continuar sendo competitiva e avançar. É impressionante ver o entusiasmo com as perguntas e a presença do público. Na sala, durante as palestras, se você precisa sair por dois segundos, sabe que perdeu algo importante. E não há ninguém do lado de fora; todos então na sala principal para acompanhar a discussão.

Como o setor de Biossoluções para a Saúde Planetária da Novonesis pode auxiliar as plantas brasileiras de etanol de milho a aumentarem sua produção de forma mais eficiente?
Podemos fazer muito, estamos fazendo muito e já fizemos muito. Estamos ativos na indústria há mais de dez anos aqui na América do Sul. Temos muitas oportunidades para dar suporte e acho que o evento é um bom exemplo disso. Essa é a décima edição e estamos falando sobre como somos dedicados e comprometidos com a indústria. Falamos o que estamos fazendo e a razão pela qual estamos fazendo, porque vemos isso como uma forma de dar suporte e garantir a união. O objetivo é continuar elevando o nível e melhorando; continuar nos desenvolvendo em novas áreas, nos profissionalizando e nos tornando ainda melhores, bem como nos adaptando às necessidades do mercado. Temos uma equipe técnica muito forte, que está em campo e dando suporte aos clientes na inicialização das plantas. Também temos produção aqui no Brasil: em 2022, adicionamos uma unidade de levedura em versão creme. Então, podemos dar suporte tanto no lado técnico quanto no comercial.

“Eficiência é realmente o nome do jogo para garantir a competitividade dos produtores”, Tina Fanø (Novonesis)

O setor brasileiro de etanol de milho é novo, especialmente em comparação com o de cana-de-açúcar. Quais contribuições a Novonesis pode trazer para esse mercado crescente e o que vocês já aprenderam com os métodos de produção nacionais?
Algumas coisas são únicas do Brasil. Por exemplo, são muitas plantas de grande escala e altamente profissionais porque foram recém-construídas. E eu acho que vários produtores levam a eficiência a um nível diferente. Eu diria que há muito que o mundo pode aprender com o Brasil por causa dos novos planos, da eficácia, da proximidade e de como a indústria está se unindo.

No Brasil, as usinas utilizam milho de segunda safra e algumas têm operações compartilhadas com usinas de cana-de-açúcar. Como a Novonesis aborda esses desafios e se prepara para oferecer as melhores soluções?
Eu acho que temos muitas características únicas do mercado brasileiro e as apresentações do evento destacaram o que isso significa para a indústria e, também, para o aspecto de sustentabilidade de uma indústria baseada em etanol de milho. A maneira como estamos desenvolvendo soluções é exatamente levando isso em consideração. Temos produtos exclusivos para a configuração brasileira visando obter o máximo de eficiência possível nas características da região – seja clima, escolha de matéria-prima, estratégias de operação na fermentação.

Em termos de biomassa: como a Novonesis opera e contribui para o cenário de produção brasileiro?
O que podemos fazer é desenvolver biossoluções, ou seja, enzimas e leveduras que podem dar suporte aos produtores. A Novonesis desenvolve a biotecnologia necessária para os processos. Essa é uma contribuição, mas é apenas uma delas. Não podemos fazer isso sozinhos, então precisamos de parceiros e há vários exemplos muito fortes. Aqui no Brasil, trabalhamos tanto no espaço da segunda geração quanto no etanol à base de milho. O que estamos fazendo é desenvolver soluções e dar suporte às operações para que elas funcionem da forma mais eficiente possível.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Conteúdo patrocinado pela Novonesis