
O Plano Inova Empresa lançado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada abrange a previsão de R$ 32,9 bilhões para investimento em setores considerados prioritários pelo governo.
O setor sucroenergético integrou o pacote com o anúncio de R$ 3,3 bilhões para o Plano de Apoio à Inovação dos Setores Sucroenergéticos e Sucroquímicos (PAISS). A área de energia ainda recebeu outros R$ 2,4 bilhões que foram alocados para o setor elétrico. No entanto, o plano para o setor sucroalcooleiro não sofreu qualquer alteração.
A iniciativa conjunta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) destina-se à seleção de planos de negócios e fomento a projetos que contemplem o desenvolvimento, a produção e a comercialização de novas tecnologias destinadas ao processamento da biomassa da cana-de-açúcar. "O Paiss foi um programa inovador no modo de atuação das duas casas (em termos de diagnóstico e integração de instrumentos) e que está em fase de contratação", informou a Finep sobre o andamento do plano.
Os resultados do PAISS
Até o momento três projetos já foram contratados: empreendimentos do CTC (R$ 230 milhões), IPT/DSM e Solazyme. Petrobras e Graalbio já estão com os projetos aprovados. Há ainda cerca de 30 projetos em análise. "O Paiss aumentou muito a visibilidade da Finep para as empresas do setor, diversas delas têm procurado a Finep com as respectivas carteiras de projetos de P, D&I. Além disso, temos sido frequentemente convidados a fóruns setoriais e sobre financiamentos governamentais", revelou a financiadora.
O plano contém quatro linhas de financiamento a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I): subvenção econômica a empresas; fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas; participação acionária em empresas de base tecnológica e crédito para empresas. Esta última oferece empréstimos com taxas de juros subsidiadas (2,5% a 5% ao ano), quatro anos de carência e 12 anos para pagamento.
Em vídeo explicativo o presidente da Finep, Glauco Arbix, comenta as perspectivas para o ano de 2013 e o trabalho da instituição. "Não deixem de inovar por falta de recursos ou instrumentos; estes recursos e instrumentos existem e estão à disposição de todos e em abundância", completa Arbix.
Amanda SchArr - NovaCana.com