A lógica é simples: uma perspectiva de aumento da demanda interna, somada a um panorama que inclui programas governamentais de incentivo à produção, resulta em um cenário favorável a investimentos privados. Constatando isso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) elaborou um relatório onde aponta oportunidades nas áreas de produção e abastecimento de combustíveis no Brasil.
“Vislumbram-se oportunidades de ampliar a oferta interna de combustíveis líquidos seja pela expansão da produção de derivados ou de biocombustíveis ou por investimentos em ampliação da infraestrutura de importação e interiorização de combustíveis”, afirma a agência.
Atualmente, de acordo com a ANP, o Brasil é o terceiro maior consumidor mundial de combustíveis no segmento de transportes. Conforme os dados apresentados, as vendas de gasolina C aumentaram 49,4% entre 2007 e 2016. Para efeitos de comparação, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período foi de 21,8%, ou seja, a demanda por combustíveis cresceu de forma mais acelerada que a economia.
Na reportagem a seguir, o novaCana resume os argumentos da ANP, apresenta as alterações que afetarão o mercado de etanol e coloca em evidência como a agência reguladora enxerga o mercado de combustíveis no Brasil.

“O panorama apresentado da utilização da infraestrutura atual de produção e abastecimento de combustíveis no Brasil, em conjunto com as perspectivas de aumento da demanda interna, mostra um cenário favorável aos investimentos privados”, ANP
A seguir:
- Como o mercado precisa evoluir: Áreas que podem receber investimentos
- Projeção de aumento na demanda por combustíveis para os próximos anos
- Papel das iniciativas governamentais: RenovaBio e Combustível Brasil
- Impacto da nova política da Petrobras no setor de combustíveis
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