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ONS volta a restringir geração distribuída por baixa demanda no domingo

ONS voltou a acionar distribuidoras para que restrinjam usinas conectadas às redes em suas áreas de concessão, como forma de evitar desequilíbrios

Reuters 2 min de leitura

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) voltou a acionar neste domingo, 23, as distribuidoras para que restrinjam a geração em usinas conectadas às redes em suas áreas de concessão, como forma de evitar desequilíbrios no sistema, diante de previsão de menor demanda por energia, informou o ⁠órgão.

O chamado Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia ⁠na Rede de Distribuição é acionado em situações em que, após a redução da geração sob responsabilidade do ONS, ainda há produção de energia nas ‌áreas atendidas pelas distribuidoras que ‌precisa ser reduzida para equilibrar geração e carga.

“O Operador já havia comunicado aos agentes de distribuição com antecedência para que se preparassem para ‌redução de geração dos ativos que estão sob sua responsabilidade, já que o ONS não possui controle sobre essas fontes”, afirmou o ONS.

O órgão completa: “O recurso é indicado para manter o equilíbrio do sistema frente à geração da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), combinada a uma carga menor por conta do final de semana”.

Em nota, a Associação Brasileira ‌de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirmou que foi informada do plano pelo ONS e que a restrição deveria ocorrer entre 11h e 13h30 deste domingo.

Esta foi a segunda vez que o ONS acionou o plano, ‌implementado para trazer mais segurança ao sistema, uma vez que o operador não possui controle sobre as fontes de geração distribuída, ‌que estão em forte crescimento ‌no país. A primeira vez ocorreu em 7 de junho, quando a redução foi ⁠de 1 GW.

A Abradee reiterou a necessidade de um maior detalhamento dos procedimentos, permitindo que eventuais cortes sejam feitos pelos geradores de acordo com critérios claros, robustos e definidos. “A ausência desses pontos, na visão da associação, pode trazer insegurança jurídica para todo o setor elétrico”, afirmou.

“Considerando o desafio de operar o sistema em momentos de baixo consumo, o segmento de distribuição entende que os problemas decorrentes do excesso de geração renovável são uma realidade, sendo urgente e necessário o aprofundamento de políticas públicas que possam reorganizar o sistema ⁠e solucionar os gargalos existentes para evitar apagões”, disse a Abradee.

Marta Nogueira

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