Cogeração de energia

Cogeração de energia

ONS, CCEE e EPE recomendam manter nível de aversão a risco de modelos do setor elétrico


Reuters - Publicado: 04 Jun 2025 - 07:53

Os órgãos do setor elétrico – Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (EPE) – recomendaram ao governo a manutenção do nível atual de aversão a risco de modelos que orientam a operação e a formação de preços do sistema elétrico brasileiro, segundo documentos divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

O debate sobre eventual alteração nesse parâmetro para 2026 ocorre após modificação implementada em janeiro deste ano em modelos computacionais do setor elétrico, que consideram dados de tendências de chuvas, de armazenamento de energia, entre outros, para planejar a operação do setor e seus custos.

A última mudança realizada teve como objetivo aproximar os modelos da operação real do sistema elétrico no dia a dia, de forma a evitar que o país opere com armazenamento de energia excessivamente baixo, comprometendo a segurança do suprimento aos consumidores e exigindo ações corretivas e custosas, como acionamento de usinas termelétricas mais caras.

A mudança tornou o modelo mais pessimista, dando mais peso para possíveis cenários de seca extrema drenando os reservatórios de hidrelétricas. Isso afetou os preços spot de energia, que passaram a se situar em patamares mais altos mesmo com níveis de armazenamento de energia considerados confortáveis.

A necessidade de nova alteração para vigorar em 2026 passou a ser avaliada depois de queixas por parte de alguns agentes do setor elétrico. Uma mudança precisaria ser aprovada até 31 de julho pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para entrar em vigor a partir de janeiro do ano que vem.

Segundo documentos de uma consulta pública aberta nesta terça-feira pelo MME, ONS, CCEE e EPE recomendaram a manutenção do atual nível do parâmetro de aversão a risco. A consulta pública para discutir o tema poderá receber contribuições até 3 de julho.

Leticia Fucuchima