Política

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Ometto aposta em retomada do setor qualquer que seja o resultado das eleições

Para o presidente da Cosan Dilma Rousseff prometeu reorganizar o setor de etanol


NovaCana - Publicado: 13 Out 2014 - 15:12

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, disse acreditar na retomada do setor sucroenergético, independente do candidato que seja eleito para a presidência da República. Em entrevista ao Valor Econômico o empresário se mostrou otimista com a perspectiva do setor de etanol para os próximos anos.

Mesmo com o atual governo sendo alvo de duras críticas do setor de etanol, que responsabiliza a política econômica e energética pelo fechamento e deterioração financeira de diversas usinas, Ometto se diz esperançoso em caso de reeleição. Segundo ele, mesmo que a presidente Dilma Rousseff se mantenha no poder, o cenário de crise no setor deverá ser revertido.

“O setor de etanol está amarrado à política de preços da Petrobras em relação à gasolina e as promessas dos dois candidatos são no sentido de reorganizar isso e corrigir os erros que foram cometidos no passado”, afirmou Ometto.

“O setor de etanol está amarrado à política de preços da Petrobras em relação à gasolina e as promessas dos dois candidatos são no sentido de reorganizar isso e corrigir os erros que foram cometidos no passado”

Para o empresário, uma vez eleito o novo presidente, é esperado que ele adote medidas para equiparar os preços da gasolina ao mercado internacional e retomar a Cide – que dá igualdade de condições para que etanol e gasolina possam competir entre si.

“As conversas tem sido nesta direção. O presidente tem uma série de problemas e isso tem que ser encaixado no contexto global, mas eu tenho esta esperança”, respondeu Ometto sobre a postura esperada em caso de reeleição.

Ele defende que com a correção dos preços da gasolina e a retomada da Cide, o setor sucroalcooleiro poderia recuperar em cerca de 35% o preço do etanol. Ainda assim, considera que boa parte do setor levaria algum tempo para recuperar o fôlego e voltar a investir.

“O setor vai passar de um a dois anos para recuperar as finanças porque são muito poucas empresas do setor que hoje estão capitalizadas e em condições retomar o investimento”. A Cosan, através da subsidiária Raízen, seria uma das poucas já posicionada para retomar o crescimento.

A relação entre Dilma e Ometto

Em meados de 2013, após sair descontente de uma reunião com Dilma, o empresário ensaiou uma aproximação com o então governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência, Eduardo Campos, do PSB.

Já durante a campanha eleitoral deste ano, em agosto, Ometto teve uma breve reunião com a presidente no aeroporto de Congonhas. Conforme noticiado pelo Valor, o encontro de 35 minutos teria tido como pauta doações para a campanha por parte do empresário, que por sua vez negociava com a presidente contrapartidas para apoiá-la financeiramente.

A segunda prestação de contas desta eleição feita pelos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que a petista recebeu R$ 2 milhões em doações da Cosan. Já o candidato tucano à presidência, Aécio Neves, recebeu R$ 800 mil, enquanto a ambientalista candidata pelo PSB, Marina Silva – alçada à cabeça de chapa após a morte de Eduardo Campos – não recebeu doações da empresa de Ometto.

Veja o vídeo com os trechos da entrevista.

novaCana.com

com informações do Valor Econômico