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Cautelosa, Odebrecht Energia não planeja novos contratos de bioeletricidade no curto prazo

bioeletricidade usina brasil 201114“A Odebrecht Energia Renovável está avaliando projetos de aumento de capacidade das usinas existentes” e está atenta a “outras oportunidades”

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Com 85% de sua energia exportável comprometida no mercado regulado, a Odebrecht Energia Renovável (OER) não planeja firmar novos contratos para a venda de bioletricidade. Pelo menos não no curto prazo.

Com 85% de sua energia exportável comprometida no mercado regulado, a Odebrecht Energia Renovável (OER) não planeja firmar novos contratos para a venda de bioletricidade no curto prazo. A afirmação é do diretor da companhia, Rogério Bautista da Nova Moreira.

Em um dos intervalos do World Biomass Power Markets Brasil, evento que reuniu líderes do setor sucroenergético e da cadeia da biomassa em São Paulo no início do mês, o executivo conversou com o portal NovaCana a respeito dos planos da empresa para o setor de cogeração.

“Pela situação que a empresa vive, pelo nosso planejamento e estrutura atual, com 85% da energia já vendida no ambiente de contratação regulado (ACR), não pensamos em novos contratos, pelo menos no curto prazo”, disse.

O executivo não descartou a possibilidade deste percentual diminuir e, eventualmente, a companhia negociar energia no mercado livre.

Contudo, “uma oportunidade no regulado, com um preço mais alto e com a estabilidade que o ACR traz, o prazo, etc, pode incentivar a venda neste tipo de mercado”, admitiu.

Ao falar sobre os planos de expansão da nova empresa, criada em 2011, o executivo comentou que “a Odebrecht Energia Renovável está avaliando projetos de aumento de capacidade das usinas existentes” e que está atenta a “outras oportunidades”.

O mais recente projeto de expansão da capacidade de cogeração da empresa foi a Usina Eldorado, que elevou sua potência instalada de 25.019 para 141.019 KW.

Com investimentos de R$ 215,4 milhões, o projeto foi o maior entre as térmicas movidas a bagaço de cana contratados no leilão A-5 de agosto de 2013. Neste ano, o braço de cogeração da Odebrecht não está participando do certame.

“Naturalmente, [estes novos projetos] têm que ter viabilidade econômica e garantia de fornecimento da biomassa, do bagaço ou de qualquer outra matéria-prima que seja tecnicamente e financeiramente viável”, afirmou.

Biomassas complementares

Segundo Moacyr Wernek, executivo de gestão de terras e desenvolvimento de negócios da Odebrecht Agroindustrial, mais de 90% da biomassa para bioeletricidade é proveniente do bagaço da cana-de-açúcar.

Segundo ele, a palha e outras biomassas como o cavaco, o sorgo e o capim elefante, são vistas como matérias-primas “complementares”.

Na safra passada, a Odebrecht Agro iniciou um projeto piloto com sorgo biomassa na Usina Morro Vermelho, em Goiás.

Segundo informações do relatório da safra 2013/14, o objetivo é “aumentar a disponibilidade de combustível renovável e ampliar a geração de energia”.

Na avaliação da Odebrecht, o sorgo possui alto índice de biomassa e é uma opção “viável” ao bagaço da cana ou complemento ao mix de biomassa utilizado pela empresa. “O acordo comercial prevê testar uma semana de queima, durante a qual serão avaliadas a viabilidade e a eficiência do sorgo como fonte de energia”, afirmou o documento.

Aumento da cogeração

Segundo a Odebrecht, a estimativa de exportação de energia das 9 UTEs na safra 2014/15 é de cerca de 1,7 mil GWh.

O objetivo da empresa é, segundo Moreira, “na pior das hipóteses, a manutenção da cogeração”.

“Não esperamos a redução da geração. Inclusive, através destas biomassas complementares, como o cavaco, o sorgo, o capim elefante e outras fontes, pretendemos complementar e, no mínimo, preservar a exportação atual”, garantiu Moreira.

No relatório da safra 2013/14, a Odebrecht menciona que pretende aumentar a geração de energia de 2,3 mil GWh, número registrado em 2013/14, para 2,7 mil GWh em 2014/15. Caso alcance a meta estabelecida, a exportação de bioeletricidade à rede representará 62,9% de toda a energia produzida nas usinas.

Ainda segundo o documento, em 2014/15, a empresa deverá fornecer biomassa o suficiente para a cogeração de 1,9 mil GWh de energia elétrica exportável, embora a meta seja um pouco menor, de 1,7 mil GWh.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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