A companhia segue "realista" no curto prazo, mas otimista nas perspectivas de rentabilidade do etanol no longo prazoA Odebrecht Agroindustrial, divisão sucroalcooleira do grupo Odebrecht, planeja um aumento de capital de até 1,5 bilhão de reais, que serão destinados a investimentos e equacionamento de sua dívida, disse nesta terça-feira o presidente da companhia, Luiz de Mendonça.
Ele acrescentou que a empresa já conta com o compromisso de um aporte de 820 milhões de reais por parte do acionista controlador, a Organização Odebrecht.
O aumento de capital, já aprovado pelo Conselho de Administração, deverá ser discutido em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas neste mês. A empresa convocará este mês seus acionistas, entre os quais a BNDESPar, para realizar este aumento privado de capital.
"Estamos chamando uma AGE [Assembleia Geral Extraordinária] para deliberar sobre um aumento de capital importante, do qual já tenho compromisso de aporte de 820 milhões de reais do acionista controlador (Odebrecht) e que, se for acompanhado por todos os acionistas, pode chegar perto de 1,5 bilhão de reais, aproximadamente", disse Mendonça em entrevista.
Seguindo os trâmites esperados, a expectativa é que os recursos entrem no caixa da companhia no final de setembro.
Entre as medidas já adotadas para reduzir o endividamento está a venda dos ativos de cogeração, por R$ 3,7 bilhões, à Odebrecht Energia Renovável, subsidiária criada pelo grupo para investir em energia limpa.
Ele acrescentou que a empresa já conta com o compromisso de um aporte de 820 milhões de reais por parte do acionista controlador, a Organização Odebrecht.
O aumento de capital, já aprovado pelo Conselho de Administração, deverá ser discutido em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas neste mês. A empresa convocará este mês seus acionistas, entre os quais a BNDESPar, para realizar este aumento privado de capital.
"Estamos chamando uma AGE [Assembleia Geral Extraordinária] para deliberar sobre um aumento de capital importante, do qual já tenho compromisso de aporte de 820 milhões de reais do acionista controlador (Odebrecht) e que, se for acompanhado por todos os acionistas, pode chegar perto de 1,5 bilhão de reais, aproximadamente", disse Mendonça em entrevista.
Seguindo os trâmites esperados, a expectativa é que os recursos entrem no caixa da companhia no final de setembro.
Entre as medidas já adotadas para reduzir o endividamento está a venda dos ativos de cogeração, por R$ 3,7 bilhões, à Odebrecht Energia Renovável, subsidiária criada pelo grupo para investir em energia limpa.
Ao final da última safra a Odebrecht Agroindustrial informava um endividamento líquido de R$ 10,8 bilhões e uma receita líquida de R$ 2,6 bilhões.
Veja também:
As 10 estratégias da Odebrecht Agro para sair da crise e de uma dívida bilionária
"Então, em dois meses teremos tudo isso equacionado... Mesmo com um cenário incerto do etanol, a gente confirma o nosso comprometimento com o setor, fortalece significativamente a estrutura de capital da companhia e também garante os recursos para investimentos nas próximas duas a três safras", disse o executivo.
No curto prazo, a incerteza gerada pelas adversidades enfrentadas pela indústria de etanol fizeram a empresa reduzir os investimentos no ano safra 2014/15 a 900 milhões de reais, contra 1,2 bilhão de reais investidos nos períodos anteriores. "Decidimos ser mais conservadores até que o cenário fique mais claro. Esperamos um cenário mais claro em 2015", acrescentou.
Segundo o Valor Econômico, o presidente da companhia preferiu não comentar sua expectativa quanto à postura dos demais acionistas da Odebrecht Agro sobre o aumento de capital. "Eles vão se manifestar na AGE. Todos têm sua estrutura de governança interna. Não tenho um guidance a anunciar sobre essa questão."
Com uma fatia de 14,4% da Odebrecht Agroindustrial, a BNDESPar, se participar integralmente da chamada de capital, terá de injetar cerca de R$ 210 milhões. Já o fundo Ashmore, com 13,1%, teria que colocar em torno de R$ 189 milhões para não ter sua participação no negócio diluída. A Tarpon Investimentos, com 2,4%, teria que aumentar seu capital em aproximadamente R$ 34,6 milhões.
A companhia segue "realista" no curto prazo, mas otimista nas perspectivas de rentabilidade do etanol no longo prazo. Questionado sobre se a empresa espera um reajuste dos preços da gasolina após as eleições, Mendonça se limitou a dizer que em algum momento o Brasil terá que corrigir esse rumo. "Essa correção está cada vez mais próxima".
Além de mudanças no perfil da dívida, a Odebrecht usará os recursos para a renovação de canaviais.
"Até o ano passado, era expansão. Hoje estamos no sétimo ano de operação, é natural que se entre agora em um ciclo de renovação mais acentuada", disse o executivo. A renovação dos canaviais, acrescentou ele, é muito importante para garantir uma melhora na produtividade.
Apesar do cenário incerto no curto prazo, a visão de longo prazo da companhia é que o etanol irá recuperar participação na matriz energética brasileira.
Fabíola Gomes
Com texto adicional do Valor Econômico
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"Então, em dois meses teremos tudo isso equacionado... Mesmo com um cenário incerto do etanol, a gente confirma o nosso comprometimento com o setor, fortalece significativamente a estrutura de capital da companhia e também garante os recursos para investimentos nas próximas duas a três safras", disse o executivo.
No curto prazo, a incerteza gerada pelas adversidades enfrentadas pela indústria de etanol fizeram a empresa reduzir os investimentos no ano safra 2014/15 a 900 milhões de reais, contra 1,2 bilhão de reais investidos nos períodos anteriores. "Decidimos ser mais conservadores até que o cenário fique mais claro. Esperamos um cenário mais claro em 2015", acrescentou.
Segundo o Valor Econômico, o presidente da companhia preferiu não comentar sua expectativa quanto à postura dos demais acionistas da Odebrecht Agro sobre o aumento de capital. "Eles vão se manifestar na AGE. Todos têm sua estrutura de governança interna. Não tenho um guidance a anunciar sobre essa questão."
Com uma fatia de 14,4% da Odebrecht Agroindustrial, a BNDESPar, se participar integralmente da chamada de capital, terá de injetar cerca de R$ 210 milhões. Já o fundo Ashmore, com 13,1%, teria que colocar em torno de R$ 189 milhões para não ter sua participação no negócio diluída. A Tarpon Investimentos, com 2,4%, teria que aumentar seu capital em aproximadamente R$ 34,6 milhões.
A companhia segue "realista" no curto prazo, mas otimista nas perspectivas de rentabilidade do etanol no longo prazo. Questionado sobre se a empresa espera um reajuste dos preços da gasolina após as eleições, Mendonça se limitou a dizer que em algum momento o Brasil terá que corrigir esse rumo. "Essa correção está cada vez mais próxima".
Além de mudanças no perfil da dívida, a Odebrecht usará os recursos para a renovação de canaviais.
"Até o ano passado, era expansão. Hoje estamos no sétimo ano de operação, é natural que se entre agora em um ciclo de renovação mais acentuada", disse o executivo. A renovação dos canaviais, acrescentou ele, é muito importante para garantir uma melhora na produtividade.
Apesar do cenário incerto no curto prazo, a visão de longo prazo da companhia é que o etanol irá recuperar participação na matriz energética brasileira.
Fabíola Gomes
Com texto adicional do Valor Econômico