A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro da Odebrecht, passa por um momento cujo foco é 'sobrevivência' e não 'crescimento', disse, nesta segunda-feira, 24, durante o Sugar&Ethanol, em São Paulo, o vice-presidente da empresa, Marcelo Mancini Stella. A situação da companhia não é isolada, diz ele, refletindo as dificuldades pelas quais passa toda a cadeia produtiva do setor.
Com nove usinas em operação e capacidade instalada para moer 40 milhões de toneladas, a Odebrecht Agroindustrial foi fundada em 2007, quando a perspectiva para o setor sucroalcooleiro era promissora, destacou o executivo. Mas, em virtude da crise do crédito de 2008 e de políticas governamentais pouco favoráveis ao biocombustível, a situação se inverteu. 'Temos um programa de redução de custos, de redução de investimentos, focando na área agrícola e estamos em busca de mercados de exportação de maior rentabilidade', afirmou.
Conforme Mancini Stella, para reverter esse quadro é necessário visão de longo prazo sobre o papel do etanol na matriz energética brasileira, bem como o fim do subsídio à gasolina.