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Odebrecht Agro encerra safra 2016/17 com moagem menor, mas comemora geração de caixa


NovaCana - Publicado: 03 Abr 2017 - 17:20 | Atualizado: 04 Abr 2017 - 07:55

A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroenergético do conglomerado empresarial brasileiro, processou 28,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2016/17, encerrada oficialmente na sexta-feira, 31. O volume é 2% menor frente aos 29,2 milhões de toneladas de 2015/16 e também ficou aquém dos mais de 30 milhões de toneladas inicialmente esperados. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 3, pela companhia.

O presidente da Odebrecht Agroindustrial, Luiz de Mendonça, disse que espera “atingir, em cerca de quatro anos, a capacidade máxima de moagem instalada, que é de 37 milhões de toneladas."

Quantos aos produtos, o maior destaque foi o etanol anidro, com produção de 690 milhões de litros – um crescimento de 7,8% em relação à safra anterior e um total 2% superior à meta de 676 milhões de litros.

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Contudo, tanto a produção de açúcar quanto a de etanol hidratado ficaram abaixo dos valores da meta estipulados anteriormente.

Em relação ao açúcar, a produção de 590 mil toneladas (29,7% acima da safra anterior) é 6,9% menor que a meta de 634 mil toneladas, e 15,7% inferior à capacidade de produção de 700 mil toneladas.

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Já o etanol hidratado, com 1,28 bilhão de litros, ficou 11,5% abaixo do objetivo de 1,45 bilhão.

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A empresa também registrou a maior exportação de energia elétrica ao Sistema Nacional, de 2,2 mil GWh, ante 2,1 mil GWh no ciclo anterior.

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Outro destaque da safra foi, segundo a Odebrecht Agro, a melhora significativa na qualidade da matéria-prima, com a cana com maior concentração de açúcar. Embora não tenha relevado números, a meta da companhia era atingir 9,95 toneladas de açúcar por hectare.

Além disso, para a próxima safra, a companhia afirmou que pretende investir mais de R$ 400 milhões e projeta moer 30 milhões de toneladas de cana. A Odebrecht Agro não divulgou os números finais de moagem de 2016/17, mas a meta era de 30,7 milhões de toneladas.

A empresa também aponta um melhor rendimento de colheita por colhedora e o plantio de 60 mil hectares, sendo 7 mil hectares de expansão.

Receita

Sem citar o número final, a companhia estimou que a geração de caixa ao final da safra 2016/17 ficará na ordem de 70% a 80% sobre o período anterior, quando a receita líquida foi de RS 3,7 bilhões. Segundo as metas oficiais da companhia, em 2015/16, a receita líquida da Odebrecht Agro foi de 3,67 bilhões e o objetivo inicial era alcançar R$ 4,79 bilhões.

Já a geração operacional de caixa (que se difere da geração total de caixa) em 2015/16 foi de R$ 1,04 bilhão. Nesse caso, a meta era chegar a R$ 1,11 bilhão em 2016/17, um valor 6,8% maior do que o obtido.

De acordo com a companhia, o resultado de 2016/17 se deve ao ganho de escala e produtividade conquistado nos últimos anos, à reestruturação da dívida – que deu fôlego na gestão de caixa no curto prazo e também para novos investimentos – e ainda a novas estratégias de mercado, como o programa Parceiros Mais Fortes, que gera parcerias com fornecedores. Na última temporada, com 31 parceiros, o programa correspondeu a 23% do total da cana moída pela Odebrecht Agro, ou 6,3 milhões de toneladas de cana.

“O programa é uma excelente fórmula para aumentarmos nossa produtividade”, explica Mendonça.

Atualmente, a Odebrecht Agro possui nove usinas no Brasil, localizadas em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

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Com informações adicionais da Agência Estado