O lançamento da pedra fundamental para o início da construção da indústria que produzirá etanol em Roraima está previsto para o mês de dezembro. A informação foi dada durante a reunião entre representantes da Millenium Bioenergia e o governador de Roraima, Antônio Denarium, nessa sexta-feira (8), no Palácio Senador Hélio Campos.
O encontro contou com a participação do prefeito de Bonfim, Joner Chagas, município onde a indústria será implantada, e secretários de Estado.
O diretor executivo da Millenium Bioenergia, Eduardo Lima, avaliou a reunião como positiva. “Já estamos nos preparativos para início das obras, aguardando apenas a emissão da Licença de Instalação”, disse Lima.
Durante a reunião, o diretor esclareceu as vantagens em se produzir o etanol à base de milho. Ele destacou toda a cadeia produtiva que será gerada com o plantio do grão e a produção do farelo de milho (DDGS), que vai atender criadores de animais confinados e será utilizado também na piscicultura.
Conforme Lima, o gás CO2 pode atender a indústria de refrigerantes, barateando custo da produção e inovando a produção de gelo seco.
Quanto à produção do etanol, ele comentou que existe uma demanda reprimida na região, pois o preço do etanol em comparação com o da gasolina não é competitivo no Estado. “Queremos mudar essa realidade e ajudar o Governo no que for possível”, afirmou.
A questão logística também foi tema da reunião, onde o Governo Federal afirmou que está fazendo estudos de viabilidade para a construção da estrada até o porto de Georgetown, na Guiana.
“Também terá início o estudo de viabilidade da construção de uma linha de trem para o transporte ferroviário, que é algo que pode trazer um grande diferencial na região. A empresa que fará esse estudo já foi contratada”, disse Eduardo Lima.
Para a viabilidade da linha de trem, o diretor executivo da Millenium explicou ser necessário um trabalho em conjunto entre os governos e a iniciativa privada. “É necessário levantar números de custos e trazer linhas de crédito, investidores de fora, como Estados Unidos, China e Índia, para participar deste projeto audacioso. Então tem que ter um esforço conjunto do Brasil e fora do país, e estamos aqui para ajudar também”, finalizou.