O mercado futuro de açúcar demerara mostra tendência de alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que não abre nesta segunda-feira, por causa do feriado de Memorial Day nos EUA. Os contratos avançam com a perspectiva de déficit na oferta global do produto.

O primeiro vencimento do demerara em Nova York (julho) acumula valorização de quase 11% este mês, até o momento. Nos últimos 12 meses, a alta é de cerca de 28%.

A Organização Internacional do Açúcar (OIA), em seu mais recente relatório, elevou a estimativa sobre o déficit da atual safra 2015/2016 que vai de outubro de 2015 a setembro de 2016. Segundo a entidade, a expectativa de falta do produto no mercado global subiu de 5,018 milhões de toneladas para 6,651 milhões de toneladas. Na primeira estimativa para a nova safra 2016/17, a entidade prevê déficit global de cerca de 3,8 milhões de toneladas do produto.
Os fundos de investimento e especuladores aumentaram o saldo recorde comprado em açúcar em Nova York, na semana encerrada em 24 de maio. Isso é o que mostrou o relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), apresentando na sexta. Esses participantes estavam com saldo líquido comprado de 284.210 lotes no dia 24 de maio, em comparação com 279.045 lotes no dia 17. O saldo pode ter voltado a crescer ao longo da semana passada, considerando a alta das cotações.

No Brasil, a expectativa dos agentes é com a moagem da cana na primeira quinzena de maio, o segundo mês da safra 2016/17. O Banco Pine estima que a moagem deverá crescer na comparação quinzenal e ficar acima dos 38 milhões de t de cana-de-açúcar.
"A moagem está ‘apenas’ 30% acima do ano passado e a produção de açúcar é 60% maior. Os incentivos econômicos continuam a induzir ao aumento participação do açúcar na produção das usinas na comparação anual", explicou o Pine, em relatório. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve divulgar a atualização quinzenal da safra 2016/2017 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, referente à 1ª quinzena de maio, na próxima quarta-feira (1º).
O fortalecimento do dólar ante o real contribuiu para segurar as cotações do demerara na sexta. Segundo analistas, a perspectiva de alta dos juros nos EUA, na reunião de junho ou julho do Comitê de Política Monetária do FED, banco central dos EUA, alimenta valorização da moeda.
O mercado de demerara em Nova York trabalhou com baixa volatilidade na sexta. O vencimento julho fechou em alta de 0,57% (10 pontos), a 17,52 cents. A máxima foi de 17,59 cents (mais 17 ponto). A mínima bateu 17,24 cents (menos 18 pontos).
O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou na sexta a R$ 76,37/saca (+0,21%). Em dólar, o preço ficou em US$ 21,18/saca (-0,05%).
