Os futuros de açúcar demerara iniciaram a semana em baixa na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A avaliação, porém, é de que o movimento foi pontual, refletindo uma realização de lucros após os ganhos nas últimas sessões. O viés ainda é considerado de alta, com firme resistência nos psicológicos 15 cents por libra-peso.
Entre os fundamentos que dão sustentação aos contratos, nenhuma mudança. "As chuvas que atingem as regiões produtoras (do Brasil) acenderam uma luz amarela, alertando que pode haver atraso no início da moagem da safra 2016/17 e que a produção de açúcar no Centro-Sul" pode não ser aquela prevista pelo mercado, afirmou Arnaldo Luiz Corrêa, em relatório semanal. Após um fim de semana de tempo firme, as nuvens voltaram a ficar carregadas em Estados como São Paulo e Minas Gerais. Conforme a Climatempo, chuvas devem ser registradas nessas áreas pelo menos até o dia 11.
O dólar, por sua vez, não esticou as perdas ontem, mas permanece em um nível que não estimula os embarques - fechou em R$ 3,7938 (+0,70%). "Para o mercado FOB do açúcar, a valorização do real pode fazer com que as usinas se retraiam para a venda de novos contratos comerciais", acrescentou Corrêa.
Com a movimentação, o suporte inicial passou para 14,54 cents/lb, mínima de ontem. Na sequência vêm os 14,50 cents/lb. A primeira resistência ainda aparece nos 15 cents por libra-peso.
Maio recuou 17 pontos (1,15%) e terminou a segunda-feira em 14,66 cents/lb, com máxima no dia de 14,87 cents/lb (mais 4 pontos) e mínima, portanto, de 14,54 cents/lb (menos 29 pontos). Julho caiu 9 pontos (0,61%) e encerrou em 14,61 cents/lb. O spread maio/julho variou de 13 para 5 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.


O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a segunda-feira em R$ 78,27/saca, baixa de 0,23%. Em dólar, ficou em US$ 20,66/saca (-0,72%).
Conforme o centro de estudos, apesar da valorização de quase 6% apenas na semana passada, os preços do açúcar no mercado internacional ainda remuneram menos ante os praticados internamente. Segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), de 29 de fevereiro a 4 de março a comercialização no spot paulista rendeu 5,1% mais frente as cotações da commodity na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado doméstico mantém vantagem sobre a exportação desde a segunda quinzena de outubro do ano passado.
O Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq teve média de R$ 78,87/saca na última semana. Já as cotações do contrato com vencimento em maio na ICE Futures US equivaleriam a R$ 75,04/saca.
