2ª Geração

2ª Geração

Empresas se unem para criar associação e resolver entraves para o etanol celulósico


O Estado de S. Paulo - Publicado: 22 Abr 2014 - 08:12 | Atualizado: 22 Abr 2014 - 09:58
Onze grandes empresas se uniram para criar a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), entidade que vai representar as indústrias de biotecnologia com o foco em produtos bioquímicos e biocombustíveis.

A ABBI, que terá sede em São Paulo, será lançada oficialmente no próximo dia 29. As companhias GranBio, da família Gradin, Raízen (joint venture entre Cosan e Shell), CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), DuPont, Basf, Solvay (dona da Rhodia), Novozymes, DSM, Dow, Kertex e BP são as fundadoras da associação, que contará também com a participação de outras empresas.

Segundo Alan Hiltner, vice-presidente executivo da GranBio e membro da ABBI, a nova entidade tem como principais objetivos contribuir para o avanço do marco regulatório desse setor no Brasil e discutir políticas públicas de incentivo às indústrias.

"Hoje, o marco regulatório do setor está centrado na lei de biossegurança de 2005. Podemos contribuir para discutir mudanças na regulamentação do setor". Segundo ele, é fundamental a discussão de linhas de financiamento e fomento para o setor.

"Hoje, o governo ainda discute o setor de biocombustíveis como se ele fizesse parte da primeira geração de etanol. Nos EUA, o governo tem políticas próprias para etanol celulósico e bioquímicos".

A ABBI terá um diretor executivo que será contratado para comandar a associação. As empresas fundadoras elegerão um membro para representá-las no conselho. "A entidade começou a ser discutida há oito meses. A lógica é de cooperação entre essas empresas. Elas não se veem apenas como concorrentes".

Há meses Hiltner já comentava sobre os atrasos da legislação brasileira para a biotecnologia e a necessidade de um marco legal para o setor. Segundo ele, as dificuldades enfrentadas pela GranBio para a internalizar a tecnologia necessária ao projeto incluem desde o moroso trâmite para a liberação de leveduras transgênicas, até a importação de equipamentos já utilizados em projetos de segunda geração de outros países.

"Quando se passa dois anos para aprovar uma levedura, significa que a levedura que usamos aqui está sempre dois anos defasada em relação a que outros países estão usando", disse em novembro.

Panorâmica, Fernando Scheller
Adaptado por novaCana.com