Dados detalhados, divulgados oficialmente apenas na semana passada, trazem um retrato detalhado da operação das usinas em 2012/13.
No auge da crise, após o boom de investimentos, as companhias estavam preocupadas com fatores como o excedente mundial de açúcar e o controle nos preços domésticos da gasolina, uma vez que ambos prejudicavam os negócios – e já começavam a mensurar o impacto causado pelos endividamentos crescentes.
O trabalho detalhado, apesar de ser uma fotografia do setor de quatro anos atrás, apresenta indicadores únicos, obtidos diretamente com todas as usinas brasileiras.
Entre os dados levantados está o período ativo da moagem das usinas. A partir disso, foram calculados as horas efetivas de funcionamento das moendas, os dias corridos de atividade (desde o momento inicial das operações até o dia que cessa o processamento da cana-de-açúcar) e o tempo médio diário de moagem das unidades de produção.
Esse número determina o aproveitamento do tempo de moagem, com a proporção de horas em atividade por dia. Assim, quanto mais tempo as usinas ficaram paradas ao longo da safra, pior é o índice.
Inclusive, os números operacionais da safra são claros, indicando que as usinas do Centro-Sul não sairiam facilmente da crise recém instaurada no setor. A quantidade de unidades em operação no Centro-Sul do país – que estava em franca expansão até 2010/11 – caiu pelo segundo ano consecutivo, chegando a 302 usinas. Só em São Paulo, o maior estado produtor do país, 18 unidades deixaram de funcionar no período de duas safras.
A seguir, confira um retrato completo da safra, com outros indicadores:
- Horas de moagem ao longo das safras
- Índice de aproveitamento do tempo de moagem
- Participação das usinas na moagem total (por capacidade de moagem)
- Volume de cana moída por usinas de diferentes portes
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