Conteúdo Patrocinado

Conteúdo Patrocinado

Número de plantas de etanol de milho deve chegar a 56 em breve, aponta Novonesis

Gerente de desenvolvimento de negócios da companhia tem visão otimista para o setor e projeta aumentos produtivos


NovaCana - Publicado: 01 Out 2024 - 17:26
Número de plantas de etanol de milho deve chegar a 56 em breve, aponta Novonesis

Rafael Piacenza foi um dos palestrantes do Teco Latin America

“Se fosse para nomear, esse seria o ‘Teco da euforia’, pois sempre temos novas usinas sendo anunciadas”, a declaração otimista quanto à indústria de etanol de milho é do gerente de desenvolvimento de negócios da Novonesis, Rafael Piacenza.

A visão foi passada durante um painel sobre oportunidades e desafios para o setor, realizado durante a décima edição do Teco Latin America, evento voltado para a cadeia produtiva de etanol de cereais, ocorrido nesta terça-feira, 1º, em São Paulo (SP).

“Hoje, essa indústria está praticamente no Centro-Oeste, com 70% no Mato Grosso. Mas teremos outras fronteiras, como Maranhão e Rio Grande do Sul, por exemplo”, completa o executivo.

Piacenza cita que, em um futuro próximo – não arriscando uma data –, o processamento chegará a 107 mil toneladas de milho por dia, com fabricação de 11 milhões de toneladas de DDG por ano. Além disso, o número de plantas deve subir de 32 para 56. “Hoje, cerca de dez não têm condições de operar”, acrescenta.

“As margens do mercado [de milho] estão atrativas e o retorno sobre o investimento está elevado”, Rafael Piacenza (Novonesis)

Ele ainda compara diferentes matérias-primas, observando a tendência do setor de ir além do milho. O gerente explica que, na escala de teor de amido, o milho é o maior, sendo seguido por sorgo, trigo e triticale.

Para um maior volume de etanol, é preciso mais amido; inversamente, produz-se menos grãos secos de destilaria (DDGs). Neste caso, matérias-primas com mais proteínas resultam em maiores quantidades de DDGS, explica Piacenza.

Além disso, essa indústria projetada precisará de 650 mil hectares de biomassa, ou seja, 10% da floresta plantada no Brasil.

Cuidados com o DDG

O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Inpasa, Daniel Sarmento, falou sobre os principais pontos relacionados ao DDG no evento. Ele considera que a indústria precisa definir padrões para o produto, baseados no potencial nutricional e em diferentes espécies de animais.

“Para um nutricionista que recebe a informação, isso é fundamental para valorar a matéria-prima utilizada”, explica. Segundo ele, o milho precisa ter um padrão constante de concentração de nutrientes e potencial desempenho animal.

Além disso, Sarmento completa que a originação e o armazenamento do milho, considerando controle de temperatura de umidade, devem ser pontos de atenção para evitar microtoxinas da matéria-prima, podendo contaminar o DDG. Outros itens importantes trazidos por Sarmento são os padrões de fermentação, concentração, secagem e resfriamento.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Conteúdo patrocinado pela Novonesis