A usina brasileira com a maior capacidade de produção de etanol pode alcançar até 6 milhões de litros de etanol hidratado ao longo de um único dia. Mas, para chegar a este volume, a tecnologia investida começa a ser testada e analisada em somente 1 mililitro, volume 6 bilhões de vezes menor.
Com ajuda de microscópios, agitadores, reatores e equipamentos de cromatografia, amostras de 1 ml a 1 litro se tornam o embrião da tecnologia empregada nas gigantes do etanol de milho. As promotoras dos processos produtivos do renovável, inclusive, são invisíveis a olho nu: as enzimas e as leveduras.
Com mais de 30 anos de história no Brasil, a divisão de biossoluções para saúde planetária (planetary health, no termo original) da Novonesis acompanha o etanol de milho no país desde a primeira planta. Antes disso, já marcava presença na Argentina e no Paraguai.
Atualmente, com atenção voltada ao suporte contínuo do etanol de grãos, a empresa anuncia que está elevando sua capacidade de atendimento técnico, investindo no seu centro de tecnologia e na expansão do seu time especializado de campo. O objetivo, de acordo com a companhia, é melhorar a produtividade da indústria, com foco no rendimento e na qualidade dos produtos e coprodutos das usinas.
Com isso, a área de serviços técnicos da empresa tem crescido em pessoas dedicadas exclusivamente para as usinas de etanol de milho e de grãos, visando consolidar sua posição de liderança na região.
O gerente de serviços técnicos em bioenergia Jonatha Koehler é o responsável pelos serviços técnicos para aplicações de enzimas e leveduras de etanol de milho e etanol de segunda geração (E2G). De acordo com ele, a Novonesis quer acompanhar o crescimento da indústria com suas biossoluções.
Já o especialista em serviços técnicos Sidnei Saldanha, que trabalha na Novonesis há cerca de três décadas, destaca o foco no cliente. “Tivemos um crescimento de valor; isso não é só devido aos produtos, mas também aos serviços. Acredito que, até 2035, seguirá ocorrendo uma alta exponencial do que oferecemos acompanhando o crescimento da indústria”, afirma.
O desenvolvimento de soluções na área de serviços técnicos da Novonesis pode ser dividido em cinco etapas. A primeira delas é, justamente, a demanda do cliente. Na sequência, é feita uma seleção de cepas no banco de microrganismos global da Novonesis, dentre leveduras específicas para uma planta de etanol de grãos.
Na terceira etapa, por sua vez, são feitos testes em laboratório, reproduzindo a realidade da usina em um ambiente controlado. Em seguida, são realizados os testes na planta industrial, em uma parceria entre o time técnico do cliente e a equipe de serviços técnicos da Novonesis. Por fim, a conclusão se dá com a aprovação da solução.

“Temos que fazer a prova da tecnologia. Possuímos vários produtos alinhados aos objetivos dos clientes e conseguimos, à medida que desenvolvemos uma tecnologia nova, auxiliar na transição para gerar incremento de rendimentos, velocidade e produtividade”, destaca o especialista em serviços técnicos Fabrício Barros.
Neste sentido, a avaliação de dados é crucial para a comprovação dos resultados. “Realizamos uma análise científica para provar estatisticamente que nossa solução cumpriu o esperado. As plantas de elevados rendimentos geram milhões de pontos de dados por dia. A análise estatística desses dados tem que ser robusta e sofisticada para provar as melhorias no processo, já que pequenas variações da planta podem representar impactos significativos”, relata Koehler.
Para suportar todos os incrementos de equipe propostos pela Novonesis, a companhia também decidiu investir na área laboratorial. Atualmente, o laboratório da empresa em Araucária (PR) está preparado para diferentes tipos de análises, a fim de conhecer melhor as características das matérias-primas – milho, sorgo e outros grãos – que o Brasil está explorando para produção de etanol.
Koehler relata que a Novonesis analisa o quanto é possível extrair de etanol de uma determinada matéria-prima, ajudando as usinas na análise da viabilidade econômica antes mesmo do início do projeto. “Quando vamos fazer o teste de uma nova tecnologia, conseguimos replicar as condições da planta, com o mosto ou o milho do cliente dentro do nosso laboratório, e ir para um teste em planta já muito próximo da assertividade”, explica o gerente.
Com isso, a Novonesis otimiza o teste nas usinas. “O cliente envia as amostras e conseguimos analisar diferentes aspectos físico-químicos do milho e identificar qual processo vai oferecer aumento de rendimento ou se há necessidade de mudanças ou melhorias”, afirma Koehler.
Ele ainda complementa: “Tendo o maior e mais completo portfólio de leveduras e enzimas do mercado, a Novonesis se destaca e consegue entregar sempre o melhor resultado para cada processo”.
A Novonesis também atua na educação do cliente com treinamentos específicos para o setor. “Ainda que os maiores produtores de etanol de milho tenham uma variedade de startups de operação no currículo, algumas plantas carecem de mão de obra qualificada. Com a ajuda dos nossos serviços técnicos, essas pessoas crescem no setor”, pontua Barros.
Koehler acrescenta que a Novonesis oferece uma ferramenta de educação on-line, a Universidade de Bioenergia, que funciona como um pacote completo de treinamento. “Além disso, oferecemos um treinamento customizado para a usina, que é feito em diferentes turnos”, detalha.
De acordo com Sidnei Saldanha, é importante “subir” o nível da capacitação porque os clientes não querem somente slides, mas conhecimento. Ele acredita que é preferível mostrar aos clientes como usar as ferramentas para que eles aprendam a fazer as suas próprias análises. “Deixamos de ser quem faz. Trazemos habilidade para a indústria e passamos a ser a consultoria”, esclarece.
Antes mesmo de uma planta sair do papel, a Novonesis já gera valor para produtores e investidores. Segundo Fabricio Barros, a equipe de desenvolvimento de negócios acompanha a usina desde a concepção, apoiando na tomada de decisões estratégicas do projeto que impactam a sustentabilidade da planta em operação.
A Novonesis também oferece treinamentos que vão desde a fase de preparação para a fase de startup até o cotidiano das usinas, como saúde e segurança no uso de enzimas e leveduras e implementação de melhores práticas de gestão da planta. Os treinamentos são direcionados para gerenciamento de processos, entendimento e avaliação dos indicadores de desempenho (KPIs), análise estatística para geração de dados úteis e aspectos técnicos de laboratório. Todas as atividades geram certificados.
“Ajudamos com metodologias, treinamento de pessoal – tanto da parte de laboratório como da parte de campo –, requerimentos para a produção de etanol, cuidados na produção, melhores práticas de liquefação, fermentação e análises de dados para conseguirmos fazer o monitoramento de todo o processo e ter o melhor rendimento e produtividade possíveis”, enumera Barros.
“O cliente não tem problema, tem oportunidade. Nosso trabalho é otimizar, solucionar, treinar e monitorar”, Sidnei Saldanha (Novonesis)
Durante a etapa de startup de uma planta – que pode durar de uma semana a dois meses –, a equipe de serviços técnicos garante que a tecnologia de enzimas e leveduras da Novonesis seja bem aplicada. De acordo com Barros, os pacotes oferecidos pela Novonesis são personalizados e customizáveis conforme as necessidades da indústria.
Assim, há um contato constante do cliente com a equipe da Novonesis no suporte nas operações. O especialista destaca a satisfação em acompanhar o crescimento dos profissionais que atuam nesta área. “Pessoas para quem dávamos treinamento há oito anos hoje estão gerenciando novas plantas. Vemos a evolução delas. É muito gratificante”, relata.
Informe publicitário Novonesis – NovaCana
Texto: Gabrielle Rumor Koster
Infográfico: Thalia Rauane