
Margarete Gandini, do MDIC, e o senador Rodrigo Cunha discutem tópicos relativos a eletromobilidade
A segunda fase do programa federal Rota 2030 vai focar em tecnologias de descarbonização que estão em estágios iniciais de desenvolvimento, afirmou a diretora de desenvolvimento da indústria de alta-média complexidade tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Margarete Gandini, no Senado, nesta quarta-feira, 5.
“Estamos desenhando o segundo ciclo do Rota 2030, que vem pesando bastante em descarbonização, economia circular, e privilegiando as tecnologias que têm o menor nível de maturidade tecnológica da manufatura”, disse.
Gandini comentou que a produção de eletrificados será intensificada com as novas regras da política automotiva e a retomada dos grupos de trabalho para o relançamento do Plano Nacional de Eletromobilidade.
“A ideia agora é intensificar a produção nacional de eletrificados, já temos algumas iniciativas em curso”, ressaltou.
De acordo com o MDIC, a segunda etapa do Rota 2030 tem lançamento previsto para agosto deste ano.
Nesta quarta, 5, foi lançada a Frente Parlamentar Mista da Eletromobilidade. O grupo será liderado pelo senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) e debaterá políticas públicas e ações de incentivo à eletromobilidade no país. Até o momento, a frente conta com a adesão de 24 senadores e 10 deputados federais.
Lançado em 2018, o programa tem como objetivo estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento no setor de transportes e incentivar alternativas limpas de propulsão em veículos.
A diretora adiantou que o ministério está se aprofundando em estudos sobre células a hidrogênio para mobilidade, especialmente para uso em veículos pesados e de longas distâncias. “É um mercado promissor quando se fala em veículos pesados e estradeiros”, comentou.
O secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços do MDIC, Uallace Moreira, já havia adiantado que a pasta não priorizará uma única rota tecnológica de descarbonização no programa federal.
Segundo Moreira, a intenção do governo é otimizar uma política industrial visando uma maior inserção no mercado internacional.
“Não queremos ficar presos ao mercado interno. Nós queremos promover e desenvolver rotas tecnológicas que possibilitem uma maior inserção internacional com o objetivo de melhorar a qualidade da pauta exportadora brasileira”, explicou.
Millena Brasil