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Novo conselho da Vibra terá presença da Inpasa, dona de 10% da companhia


Brazil Journal - Publicado: 19 Mar 2026 - 09:52

A Vibra Energia propôs uma nova chapa para seu conselho de administração, garantindo um assento para a Inpasa, a gigante do etanol de milho que já é dona de 10% da companhia.

A Previ, que tem cerca de 9% do capital e estava com dois conselheiros depois da saída de Ronaldo Cezar Coelho do board, volta a ter apenas um representante.

Outro conselheiro de saída é Nildemar Secches, o ex-CEO da Perdigão e ex-presidente do conselho da BRF, que estava no board desde sua primeira configuração, quando a empresa se tornou uma full corporation em 2021.

No lugar dos dois, entrarão Eder Lopes, o CEO da Inpasa e filho do fundador, José Odvar Lopes; e Flávia Bittencourt, a ex-CEO da Sephora no Brasil e hoje chefe da Adidas na América Latina.

Bittencourt também está nos conselhos da Tim Brasil e da RD Saúde, a dona das drogarias Raia e Drogasil, e já foi conselheira da BRF, Lojas Marisa e Oncoclínicas.

A indicação da executiva teve a ver com o desejo da Vibra de ter no conselho uma mulher com perfil executivo e experiência como CEO – além de trazer um histórico de varejo em um momento em que a Vibra quer repensar o formato e a funcionalidade de suas lojas BR Mania.

A Inpasa, a maior produtora de etanol de milho do Brasil, começou a montar uma posição na Vibra em meados do ano passado. Hoje, já é a maior acionista da companhia junto com a Dynamo, que também tem 10% do capital.

Outros acionistas relevantes são o empresário Ronaldo Cezar Coelho e o GIC, que têm cerca de 5% cada. Além disso, quatro gestores internacionais – Fidelity, Lazard, Capital e Blackrock – somam 15% do capital da Vibra.

Continuam no conselho o presidente Sérgio Rial e os conselheiros Fábio Schvartsman, Walter Schalka, Mateus Bandeira e Cláudio Gonçalves, o representante da Previ que permaneceu.

A assembleia de acionistas que vai votar a nova chapa será em 15 de abril.

A Vibra vale R$ 35,5 bilhões na bolsa, com a ação subindo 84% nos últimos 12 meses.

Pedro Arbex