A cadeia do setor de combustíveis é longa e intrincada, indo muito além da competição entre etanol e gasolina nas bombas dos postos. Há diferenças de tributos estaduais, variáveis nas distribuidoras e estratégias de mercado da parte de todos os envolvidos – apenas para começar.
O acompanhamento da variação dos preços do etanol hidratado nos pontos-chaves dessa cadeia é realizado semanalmente pelo novaCana DATA. Em uma planilha com gráficos interativos, é possível verificar o preço do biocombustível nas usinas de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco; além do preço médio das distribuidoras e dos postos nesses mesmos estados.
Com base nestes dados, o novaCana criou uma planilha exclusiva para apresentar a evolução das margens das distribuidoras e dos postos, com comparativos dinâmicos.
Em São Paulo, no início do ano, as distribuidoras vendiam etanol com uma diferença de 35% no preço em relação às usinas, o que representava cerca de 66 centavos a mais por cada litro vendido. Nas últimas semanas, porém, a diferença entre esses valores tem atingido níveis recordes. O ponto mais alto foi registrado na semana passada, quando a relação chegou a 61,78% ou 94 centavos a mais por litro.
Além disso, ainda existe a margem dos postos, tradicionalmente menor que a das distribuidoras. Com o acréscimo desse índice, a diferença entre usinas e postos paulistas – que, no início do ano, era de 53% – alcançou 87,22% na última semana. O recorde anterior foi registrado também no início da safra de cana, nas duas primeiras semanas de abril de 2016, com 88,64% e 90,42%, respectivamente.
Para o acompanhamento completo dos dados, semana a semana, em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Alagoas e Pernambuco, veja a série histórica com gráficos detalhados no novaCana DATA (exclusivo para assinantes).
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