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Nova usina de etanol e açúcar pode ser instalada no Piauí

piaui-060314Futuras instalações do polo de produção entraram em fase de licenciamento ambiental
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Apesar da crise cada vez mais aguda do setor, o governo do Piauí está apostando na instalação de uma usina de etanol e açúcar no estado em até dois anos. O projeto, que neste mês entrou na fase de licenciamento ambiental, teve início ainda em 2008.

Confira a seguir mais detalhes do projeto da usina com capacidade de moagem de 3,4 milhões de toneladas por ano e as inseguranças em relação a instalação.

Apesar da crise cada vez mais aguda do setor, o governo do Piauí está apostando na instalação de uma usina de etanol e açúcar no estado em até dois anos. Segundo representantes do governo estadual, segue adiante o projeto da Terracal Alimentos e Bioenergia de instalação de um polo integrado para produção de açúcar, etanol e alimentos no Piauí.

Apesar das inseguranças atuais do mercado, esta poderia ser a segunda unidade de processamento de cana no Piauí – a única atualmente autorizada pela ANP e presente na lista do Mapa é a "antiga Comvap". As primeiras informações sobre o empreendimento da Terracal começaram a aparecer ainda em 2008.

O chamado Polo Integrado do Piauí entrou, em fevereiro, em fase de licenciamento ambiental, com o envio da documentação necessária para avaliação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do estado (Semar).

O projeto estabelece uma plantação de cana de 27,3 mil hectares e uma capacidade de moagem de 3,42 milhões de toneladas por ano, além da capacidade de geração de energia de 137 MW, equivalente, segundo Lucile, a 25% do consumo total de energia do estado.

O investimento estimado, segundo informações divulgadas pelo governo do Piauí, é de R$ 1,5 bilhão e a perspectiva é de que a operação do Polo gere aproximadamente quatro mil empregos diretos.

Expectativa alta e insegurança

De acordo com a superintendente de projetos do Governo do Piauí, Lucile Moura, as expectativas com relação ao projeto são bastante altas e otimistas. "O projeto não tem volta. Ele deve acontecer, sim", afirma a representante do governo. "Eles querem começar [logo] e o governo está doido para que eles comecem".

Ainda assim, o histórico da empresa responsável pelo empreendimento gera certa insegurança.  Em 2008, a Terracal Alimentos e Bioenergia tinha anunciado oito projetos ligados ao setor sucroenergético, os quais deveriam ser implantados em quatro estados: Bahia, Minas Gerais, Piauí e Tocantins. A companhia chegou a abrir CNPJ nos quatro estados, mas somente se teve notícia de progresso no projeto do Polo Integrado do Piauí, que é também o único listado no site da organização.

Em dezembro passado, o Diário do Comércio de Minas Gerais publicou uma matéria em que a implantação de um complexo da Terracal no norte do estado era cogitada para este ano, mas nada foi confirmado ainda.

O portal NovaCana tentou entrar em contato com a Terracal, mas encontrou tanto o telefone quanto o e-mail da empresa com problemas. O portal procurou ainda a Gordian BioEnergy, gestora de fundos de private equity que também gere o capital acionário da Terracal, mas foi informado de que as informações sobre a Terracal deveriam ser obtidas com a própria empresa e que o recado sobre os problemas encontrados para contatar a companhia seriam passados adiante. Contudo, em dez dias, nenhum representante retornou o contato.

Vivian Faria – NovaCana
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