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Negociações avançadas entre Cargill e Ruette indicam condições melhores para fusões e aquisições de usinas

usina ruetteNovas informações indicam que as usinas da Ruette devem ser transferidas aos novos donos em até dois meses

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A divulgação de que a Cargill está em fase avançada de negociação para comprar duas usinas do grupo Antonio Ruette Agroindustrial coincide com a volta da expectativa de um déficit na produção mundial de açúcar, após um hiato de cinco anos, e com a intensa desvalorização do real em relação ao dólar.

Ao mesmo tempo, a crise do setor sucroenergético que se arrasta há anos, colocando em situação extrema grupos tradicionais como a Ruette, pode abrir uma janela de oportunidades para a retomada de processos de fusões e aquisições, principalmente por parte de investidores estrangeiros. Como as transações de venda costumam ser calculadas em reais por tonelada de capacidade de moagem, com a atual relação de câmbio (perto dos R$ 4), negócios em dólar podem trazer uma economia próxima a 50% em relação aos preços praticados nos últimos anos.

A divulgação de que a Cargill está em fase avançada de negociação para comprar duas usinas do grupo Antonio Ruette Agroindustrial coincide com a volta da expectativa de um déficit na produção mundial de açúcar, após um hiato de cinco anos, e com a intensa desvalorização do real em relação ao dólar.

Ao mesmo tempo, a crise do setor sucroenergético, que se arrasta há anos colocando em situação extrema grupos tradicionais como a Ruette, pode abrir uma janela de oportunidades para a retomada de processos de fusões e aquisições, principalmente por parte de investidores estrangeiros. Como as transações de venda costumam ser calculadas em reais por tonelada de capacidade de moagem, com a atual relação de câmbio (perto dos R$ 4), negócios em dólar podem trazer uma economia próxima a 50% em relação aos preços praticados nos últimos anos.

Desde 1962 não é registrada uma queda tão acentuada do preço do açúcar e analistas do setor acreditam que o momento de recuperação se aproxima. Segundo o sócio da consultoria BioAgência, Tarcilo Rodrigues, se a crença de que o preço chegou ao patamar mais baixo for verdadeira, é sinal de que as usinas começaram a se recuperar e há motivação para os compradores fecharem negócio.

Nesse cenário, o enfraquecimento da moeda brasileira – o maior em 13 anos – e a expectativa de virada do mercado de açúcar estão aproximando os interessados na compra e na venda de usinas.

Ruette deve manter canaviais

Novas informações indicam que as usinas da Ruette devem ser transferidas aos novos donos em até dois meses, conforme dados levantados pelas agências internacionais Bloomberg e Reuters.

Os termos da negociação dizem que a família Ruette continuará dona das fazendas de cana-de-açúcar para suprimento das usinas, em contrato, por 21 anos. Se concretizada, a venda será a primeira em alguns anos envolvendo grandes commodities no setor sucroalcooleiro.

A venda fortalecerá a Alvean, joint venture da Cargill e Copersucar, que será responsável pela comercialização de açúcar.

As fábricas do grupo eram associadas à Copersucar e, após a crise de 2008, passaram a enfrentar problemas com dívidas. “As condições financeiras se deterioram muito enquanto estávamos terminando a segunda planta”, explicou a vice-presidente do grupo, Regina Ruette, em entrevista à Reuters. “Na sequência, foram muitos anos de preços baixos para açúcar e etanol”, completou.

Jorge Mariano – NovaCana

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