Veja a seguir os empréstimos já tomados pela empresa, os planos de expansão industrial da empresa e como será a renovação dos canaviais em expansão e reforma e as variedades escolhidas
A sucroenergética Nardini Agroindustrial vai financiar até R$ 110 milhões através de uma operação sindicalizada liderada pelo banco Itaú BBA. Nesta quarta-feira (10), a empresa convocou seus sócios para aprovar a tomada de crédito em reunião que acontece na próxima terça-feira, 16 de dezembro.
Veja a seguir os empréstimos já tomados pela empresa, os planos de expansão industrial da empresa e como será a renovação dos canaviais em expansão e reforma e as variedades escolhidas.
A sucroenergética Nardini Agroindustrial vai financiar até R$ 110 milhões através de uma operação sindicalizada liderada pelo banco Itaú BBA. Nesta quarta-feira (10), a empresa convocou seus sócios para aprovar a tomada de crédito em reunião que acontece na próxima terça-feira, 16 de dezembro.
Procurada pelo portal NovaCana a companhia não concedeu entrevista.
Há cerca de um ano a Nardini fez duas grandes captações de recursos. No final de 2013 a empresa obteve R$ 120 milhões através da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e também contratou R$ 70 milhões do BNDES para a expansão e modernização da unidade matriz, em Vista Alegre do Alto (SP), que passou de 3,5 milhões de toneladas para 3,85 milhões de toneladas de capacidade de moagem. (Veja os empréstimos do BNDES para o setor desde 2002)
Nesta safra, a Nardini precisou adiantar o término da moagem, finalizada já em outubro, devido à quebra de 9%. Foram processadas 3,364 milhões de toneladas de cana, ante a previsão de 3,7 milhões de toneladas. No quadro ao lado estão os números da produção em 2014/15.
A atual capacidade em Vista Alegre do Alto (SP) deve ser elevada, conforme informado pela companhia no prospecto para a emissão de CRA. A meta é aumentar a moagem para 4,2 milhões de toneladas.
A Nardini também está construindo uma segunda unidade em Aporé (GO), com previsão de moer 2,2 milhões de toneladas de cana, produzindo etanol hidratado e energia elétrica, mas que no momento opera apenas com a produção de cana destinada a outras usinas.
Para a próxima safra a companhia acredita em uma colheita um pouco maior do que a atual e preços melhores para a produção. O maior crescimento é planejado para a cogeração de energia, com incremento de 30%, ante a produção atual de 189,6 gigawatts/hora
Canavial maior e renovado
Conforme um informativo da usina publicado neste mês, na entressafra a Nardini pretende plantar 7,6 mil hectares de cana na unidade paulista, sendo 1,9 mil hectare de expansão e o restante em área de reforma.
As frentes de trabalho iniciam o plantio mecânico em 12 de janeiro e o manual no dia 19 do mesmo mês. “Se o clima estiver dentro da normalidade, o plantio manual deve terminar no dia 18 de abril, e o mecânico no dia 31 de maio”, diz a publicação.
A expectativa é de que sejam plantadas 40% de variedade precoces, 40% de médias e 20% de tardias.
A área de corte para a safra 2015/16 será de aproximadamente 40 mil hectares, já descontada a muda. O início da colheita está previsto para 22 de abril e empresa espera a entrega de 21 mil toneladas de cana por dia na usina, com 90,5% da cana colhida mecanicamente.
Em Aporé serão colhidas cerca de 500 mil toneladas de cana para serem comercializadas a usinas de Porto das Águas e Serranópolis, em Goiás.
Amanda SchArr – NovaCana