Estado é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste
Mais 800 trabalhadores foram flagrados em condições degradantes em canaviais de Pernambuco durante uma fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Durante a operação, realizada entre 21 e 25 de setembro e divulgada nesta semana, a Auditoria Fiscal do Trabalho visitou mais de 70 frentes de trabalho localizadas em cerca de 20 cidades que ficam na Zona da Mata Norte e Sul pernambucanas.
O estado é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste. Entre as cidades fiscalizadas estão Água Preta, Gameleira, Nazaré da Mata, Palmares, Ribeirão e Timbaúba.
Foi constatada a ausência de itens necessários para uso durante o corte da cana. Pelo menos 230 trabalhadores estavam sem proteção facial para evitar lesões. Segundo relato dos trabalhadores, eles também não receberam luvas e protetor solar e vários disseram ter ferimentos por uso dos facões utilizados durante o corte da cana.
Além disso, eles não tinha água potável para consumo, banheiros e espaços apropriados para as refeições.
Várias irregularidades também foram verificadas nos contratos de trabalho: pelo menos 166 não tinham registro do trabalho executado em sua Carteira de Trabalho e outros 204 ainda estavam sob investigação. A Auditoria Fiscal apura ainda uma possível fraude relacionada às carteiras que estão assinadas.
Os empregadores com irregularidades foram notificados para corrigir os problemas e apresentar documentos. Caso não comprovem os ajustes, poderão ser lavrados autos de infração. As investigações seguem para apurar as suspeitas em relação aos contratos trabalhistas.
Entre os canais para denúncia para relatar casos de condições de trabalho precárias, ilegalidades contratuais, assédio trabalhista, entre outras irregularidades, estão o Disque 100 e a Central Alô Trabalho, pelo número 158. Outra ferramenta é a plataforma IPE de combate ao trabalho escravo e infantil.
Madson Euler