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MPRJ faz operação contra PMs que receberam propina para liberar carga ilegal de etanol

Quatro agentes são suspeitos de receber uma quantia em dinheiro para não apreender em flagrante um caminhão irregular


O Globo - Publicado: 18 Dez 2020 - 09:52

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza uma operação na manhã desta sexta-feira, 18, contra policiais militares denunciados por corrupção. Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos em uma ação em conjunto do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco-MPRJ) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI-MPRJ), com apoio da Policia Militar.

Os policiais suspeitos e outros três homens foram denunciados na operação Desvio de Rota, deflagrada na terça-feira, 15, contra organização criminosa especializada na comercialização e transporte irregular de combustível.

Segundo a denúncia do MPRJ, Raul Sibaldo Ribeiro, vulgo “Cão”, Wellinton Gama Viana, vulgo “Peixe” e Adalberto Queiroz já foram alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação Desvio de Rota.

A investigação apurou que, no dia 10 de dezembro de 2019, Adalberto e Wellinton tinham um caminhão carregado de combustível quando foram abordados por PMs lotados no 10º BPM (Barra do Piraí). Na revista, os agentes constataram irregularidades na nota fiscal da mercadoria e iriam efetuar a prisão em flagrante e a apreensão da carga.

Os três investigados pagaram valores aos policiais militares para que não efetuassem a devida prisão em flagrante e pudessem seguir com o transporte irregular de etanol. Eles negociaram diretamente com os PMs Erasmo dos Santos Brandão, Alexandre de Souza Pereira, Tarcísio Eduardo de Paiva e Éder Vieira Severino e outro policial militar ainda não identificado. Segundo o MPRJ, Raul Ribeiro informou que o pagamento seria de R$ 5 mil aos policiais militares para deixar de efetuar a prisão e a apreensão da carga.

Os agentes foram denunciados por corrupção passiva e os outros três suspeitos por corrupção ativa. As denúncias foram recebidas pelos Juízos da Auditoria de Justiça Militar, que decretou cautelarmente a suspensão do exercício da função pública dos denunciados; e da Vara Única de Piraí.