Os preços do milho reagiram na semana passada no Brasil, interrompendo, portanto, o movimento de queda que vinha sendo registrado desde março.
Em 16 de junho, o indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 54,36 por saca de 60 quilos, alta de 1,2% ante o encerramento da semana anterior (R$ 53,73 por saca).
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o impulso veio das valorizações externas do cereal, que, por sua vez, subiram por conta de preocupações com o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.
Desde o início de junho, o volume de chuva no Meio-Oeste norte-americano está abaixo do necessário, contexto que pode reduzir o potencial produtivo. “Por enquanto, estimativas oficiais do USDA seguem indicando maior produção nos Estados Unidos, mas as condições das lavouras daquele país já apresentam piora”, relatam os pesquisadores, em nota.
No Brasil, estimativas seguem apontando segunda safra recorde, e, inclusive, foram mais uma vez reajustadas positivamente pela Conab neste mês.
Com informações adicionais NovaCana