Ainda que a colheita de milho venha apresentando bom ritmo nas principais regiões produtoras de segunda safra, o movimento de queda das cotações do cereal perdeu força na semana passada, relata o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário se deve à retração de parte dos vendedores, que estão atentos à recente intensificação das exportações brasileiras de milho e à valorização do dólar. “Muitos consumidores, por sua vez, evitam negociar grandes lotes, à espera de novas quedas nos preços”, completam.
Ainda segundo pesquisadores do Cepea, esses demandantes estão fundamentados nas estimativas indicando safra recorde, nas dificuldades de armazenagem – que crescem à medida que as atividades de campo avançam – e, sobretudo, na proximidade de vencimento de dívidas relacionadas aos custeios.
Em 18 de agosto, o indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 53,55 por saca de 60 quilos, alta de 1,3% ante o encerramento da semana anterior (R$ 52,84 por saca).
Com informações adicionais NovaCana