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Monções tiram atraso na Índia e devem cobrir país a tempo para beneficiar lavouras


Reuters - Publicado: 28 Jun 2024 - 07:46

As monções anuais da Índia cobriram mais de três quartos do país e devem avançar para todo o território indiano a tempo para a temporada de plantio, apesar da lentidão no início deste mês, disseram duas autoridades meteorológicas sênior nesta quinta-feira, 27.

As chuvas de verão, essenciais para o crescimento econômico da terceira maior economia da Ásia, geralmente começam no sul, por volta de 1º de junho, e se espalham por todo o país até 8 de julho, permitindo que os agricultores plantem culturas como arroz, algodão, soja e cana-de-açúcar.

“As monções estão avançando rapidamente no norte da Índia e cobrirão todo o país a tempo”, disse um funcionário do Departamento Meteorológico da Índia (IMD), que falou sob condição de anonimato, pois não estava autorizado a falar com a mídia.

A monção do sudoeste avançou na quinta-feira, cobrindo mais partes do Rajastão, a maior parte de Madhya Pradesh, outras áreas de Uttar Pradesh, Bihar e quase toda Uttarakhand e Himachal Pradesh, informou o IMD em um comunicado.

A Índia recebeu 19% menos chuvas desde 1º de junho, segundo dados do IMD, uma vez que o progresso das monções havia estagnado, com quase todo o país, exceto alguns estados do sul, sofrendo com a escassez de chuvas e partes do noroeste sendo atingidas por ondas de calor.

Força vital da economia de quase US$ 3,5 trilhões, as monções trazem quase 70% da chuva que a Índia precisa para suas lavouras, além de reabastecer os reservatórios e aquíferos. Sem irrigação, quase metade das terras agrícolas do segundo maior produtor mundial de arroz, trigo e açúcar depende das chuvas anuais que geralmente ocorrem de junho a setembro.

Mas as precipitações estão aumentando e a perspectiva é que a maior parte do país receberá boas chuvas na próxima quinzena, acelerando o plantio das culturas de verão, disse outra autoridade meteorológica. O atual déficit de chuvas diminuirá significativamente até meados de julho, acrescentou.

Rajendra Jadhav

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