Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

Moagem de cana da Raízen recua 26% no 3º trimestre de 2024/25, para 13,8 mi t

Companhia, que suspendeu a divulgação de novas projeções referentes à safra, irá apresentar resultados do terceiro trimestre em 14 de fevereiro


Agência Estado - Publicado: 20 Jan 2025 - 08:58

A Raízen processou 13,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no terceiro trimestre da safra 2024/25, que compreende o período de outubro a dezembro de 2024, informou a companhia na sexta-feira, 17, em sua prévia operacional. O volume representa queda de 26,6% ante igual período da safra anterior, quando a moagem somou 18,8 milhões de toneladas.

Com isso, a moagem acumulada da temporada totalizou 77,5 milhões de toneladas, retração de 6,8% ante as 83,18 milhões de toneladas vistas no mesmo recorte da safra anterior. “Moagem e produção [foram] impactadas pela sazonalidade da safra e menor disponibilidade de cana”, justifica a companhia.

Segundo a empresa, o nível de açúcares totais recuperáveis (ATR) ficou em 137 quilogramas por tonelada de cana, alta de 4,6% em relação ao terceiro trimestre da safra 2023/24. Em contrapartida, o rendimento agrícola foi de 67 toneladas de cana por hectare, queda de 13% ante as 77 t/ha de um ano antes.

Com isso, a produção de açúcar equivalente ficou entre 1,8 milhão e 1,9 milhão de toneladas, ante 2,43 milhões de toneladas um ano antes. “Déficit hídrico e queimadas ao longo da safra afetaram negativamente a produtividade e a capacidade de conversão industrial de ATR em açúcar”, complementa a Raízen.

Do total de matéria-prima, 44% foi destinado ao açúcar e 56% ao etanol no terceiro trimestre da temporada 2024/25, em comparação a 50% e 50%, respectivamente, em igual período do ciclo anterior.

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Vendas trimestrais

As vendas de açúcar próprio somaram 1,168 milhão de toneladas no trimestre, com preço médio entre R$ 2.400 e R$ 2.550 por tonelada. O volume representa uma queda de 10,1% ante o apurado um ano antes, quando o valor médio era de R$ 2.720 por tonelada.

De acordo com a Raízen, a redução no ritmo de embarques está alinhada com a redução nas fixações de preço realizadas pela companhia para o período, com menor disponibilidade de produto na comparação anual. O preço, por sua vez, foi impactado por “menor agregação das operações de trading”.

Já as vendas de etanol próprio somaram 895 milhões de litros, ante 737 milhões de litros em igual trimestre da safra passada, com preço médio entre R$ 2.800 e R$ 2.950 por metro cúbico, frente a R$ 2.599/m³ um ano antes. “[Houve] manutenção do ritmo de comercialização dado o cenário oportunístico de preços”, afirma a companhia.

No segmento de distribuição doméstico – chamado pela empresa de “Mobilidade Brasil”, o volume comercializado ficou entre 6,8 bilhões e 6,9 bilhões de litros, em comparação a 7,132 bilhões de litros um ano antes.

Raízen suspende projeções

A Raízen comunicou ainda que decidiu “descontinuar a divulgação das projeções financeiras referentes à safra 2024/25 em razão da performance observada até o momento e das mudanças em curso na companhia”.

A companhia observou que as informações operacionais são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão até a data da divulgação oficial.

A Raízen deve apresentar seus resultados referentes ao terceiro trimestre do ano-safra 2024/25 no dia 14 de fevereiro, após o fechamento do mercado.

Marcia Furlan
Com reportagem adicional NovaCana