O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê que as usinas do Centro-Sul do Brasil irão processar 590 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2015/16, iniciada oficialmente em abril. O volume é 3% maior na comparação com o ciclo anterior, resultado de uma expansão na área colhida e da perspectiva de uma produtividade maior.
O governo norte-americano avalia que a área plantada com cana permanecerá em 9,9 milhões de hectares nesta temporada, mas prevê que a área colhida será 200 mil hectares maior, com 9,45 milhões de hectares. "Chuvas entre outubro de 2014 e março de 2015 ficaram acima da média, com exceção de um período seco de 20 dias em janeiro, contribuindo, portanto, para o desenvolvimento dos canaviais", acrescenta o USDA, por meio de comunicado de seu adido em São Paulo.
Com relação aos produtos, o USDA estima produção de 32,5 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul, praticamente estável na comparação com a safra anterior.
Quanto ao etanol, a fabricação deve crescer 710 milhões de litros, ou 2,5%, para 28,95 bilhões de litros. Dados os incentivos ao consumo do biocombustível - aumento da mistura e impostos no preço da gasolina -, o USDA prevê que o mix de produção será ainda mais alcooleiro em 2015/16: da oferta total de cana, 57% irá para o biocombustível. No ciclo passado, esse porcentual foi de 56,5%.
Norte/Nordeste
Para o Norte/Nordeste, o USDA estima moagem de 58 milhões de toneladas de cana (+7,4%), levando a safra total nacional para 648 milhões de toneladas em 2015/16 (+3%). Naquela região, devem ser produzidas 3,5 milhões de toneladas de açúcar (estável), segundo o USDA.
Por fim, o governo norte-americano diz que as exportações brasileiras do alimento devem ser de 24,35 milhões de toneladas nesta temporada, volume semelhante ao de 2014/15 (24,55 milhões de toneladas).