Sucroenergética contabiliza terceira safra consecutiva com aumentos na moagem e no resultado líquido
A combinação de uma maior moagem e de preços elevados para o açúcar trouxe bons resultados para diversas empresas do setor de açúcar e etanol na safra 2020/21. Entre elas está a usina Santa Lúcia, que possui uma unidade em Araras (SP).
Na temporada, a companhia apostou na maior produção do adoçante, atingindo 108,76 mil toneladas – 61 mil do produto branco e 47,76 mil do bruto –, uma elevação de 21,2% ante as 89,75 mil toneladas da safra anterior.
Com isso, a sucroenergética obteve um lucro líquido de R$ 84,85 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2013/14. Em comparação com os R$ 58,09 milhões de 2019/20, o maior desempenho até então, o novo valor representa um crescimento de 46,1%.
Em 2020/21, a Santa Lúcia teve uma moagem de 1,59 milhões de toneladas de cana, 6,8% a mais na comparação anual. O resultado mantém a tendência de aumentos, sendo a terceira temporada consecutiva com avanços no volume moído e no resultado líquido.
Além disso, a empresa registrou uma queda de 4,4% na produção anual de etanol, com 51,11 milhões de litros. Este impacto foi causado principalmente pela redução de 9,5% na fabricação do produto hidratado, que somou 27,61 milhões de litros. Em contrapartida, o anidro teve uma elevação de 2%, para 24,5 milhões de litros.
Leia mais no texto completo (exclusivo para assinantes):
- Histórico de resultados
- Receita bruta e líquida
- Evolução dos custos
- Lucro bruto da companhia
- Perfil do endividamento
- Resultado da J O Bioenergia
A combinação de uma maior moagem e de preços elevados para o açúcar trouxe bons resultados para diversas empresas do setor de açúcar e etanol na safra 2020/21. Entre elas está a usina Santa Lúcia, que possui uma unidade em Araras (SP).
Na temporada, a companhia apostou na maior produção do adoçante, atingindo 108,76 mil toneladas – 61 mil do produto branco e 47,76 mil do bruto –, uma elevação de 21,2% ante as 89,75 mil toneladas da safra anterior.
Com isso, a sucroenergética obteve um lucro líquido de R$ 84,85 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2013/14. Em comparação com os R$ 58,09 milhões de 2019/20, o maior desempenho até então, o novo valor representa um crescimento de 46,1%.

Em 2020/21, a Santa Lúcia teve uma moagem de 1,59 milhões de toneladas de cana, 6,8% a mais na comparação anual. O resultado mantém a tendência de aumentos, sendo a terceira temporada consecutiva com avanços no volume moído e no resultado líquido.
Além disso, a empresa registrou uma queda de 4,4% na produção anual de etanol, com 51,11 milhões de litros. Este impacto foi causado principalmente pela redução de 9,5% na fabricação do produto hidratado, que somou 27,61 milhões de litros. Em contrapartida, o anidro teve uma elevação de 2%, para 24,5 milhões de litros.

Faturamento em alta
Com esta preferência para a fabricação de açúcar, a Santa Lúcia aumentou também a participação das exportações na formação de sua receita bruta. Em 2020/21, R$ 97,2 milhões vieram do mercado externo, representando 29,7% do total. Esta é a maior participação desde 2017/18, quando chegou a 32,9%.
Ainda assim, a maior parte dos rendimentos segue sendo referente ao mercado doméstico, com R$ 229,58 milhões; no total, a receita bruta na última safra foi de R$ 326,78 milhões.
Em comparação com os valores obtidos em 2019/20, a Santa Lúcia – que realiza suas comercializações por meio da Copersucar – teve uma elevação de 8,1% no mercado doméstico, 103,3% no externo e 25,6% no total.

Descontando impostos e eventuais devoluções, a receita líquida da sucroenergética foi de R$ 297,5 milhões em 2020/21, aumento de 28% ante o desempenho do ano anterior.
Este número é acompanhado por um crescimento de 25,5% nos custos com os produtos vendidos, que chegou a R$ 213,28 milhões. O valor retoma uma trajetória de aumentos, após a queda de 0,8% vista na safra anterior.
Com isso, os gastos da Santa Lúcia em 2020/21 foram equivalentes a 71,7% dos rendimentos, o melhor resultado desde os 65,2% observados em 2016/17. Ainda assim, o índice está mais de 10 pontos percentuais acima do recorde da companhia, os 61,6% registrados em 2015/16.

Considerando a receita líquida, os custos dos produtos vendidos e uma valorização de R$ 11,68 milhões no preço justo dos ativos biológicos (cana em pé), a Santa Lúcia contabilizou um lucro bruto de R$ 95,89 milhões em 2020/21.
Este valor é o maior da companhia na série histórica e representa uma elevação de 41,1% ante os R$ 67,98 milhões da temporada anterior.

Perfil do endividamento
Além de registrar uma melhora em seu despenho operacional, a Santa Lúcia também contabilizou uma queda de 10,8% em sua dívida bruta, que totalizava R$ 23,18 milhões em 31 de março de 2021. Este é o sexto ano consecutivo de redução neste resultado.
Conforme o balanço financeiro divulgado, a empresa somava débitos de R$ 3,09 milhões com vencimento ao longo da safra atual. Em comparação com a posição do endividamento de curto prazo vista um ano antes, houve uma queda de 11,9%.

Além disso, a Santa Lúcia também teve uma diminuição de 10,6% em seu endividamento com vencimento em médio e longo prazo. Neste caso, os valores eram de R$ 20,09 milhões no encerramento da temporada passada.
J O Bioenergia
Para completar, a usina termelétrica da Santa Lúcia, a J O Bioenergia, também divulgou seus resultados financeiros. Na safra 2020/21, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a companhia gerou 33,65 GWh de eletricidade.
Conforme o balanço financeiro, por sua vez, o lucro líquido da companhia no período foi de R$ 6,52 milhões, 31,5% acima dos R$ 4,96 milhões de um ano antes.
Ao longo da safra, a termelétrica obteve uma receita líquida de R$ 13,71 milhões (+2,2%), enquanto seus custos de produção foram de R$ 6,32 milhões (-17,5%). Com isso, os custos foram equivalentes a 46,1% das receitas – uma queda de 11 pontos percentuais frente aos 57,1% de 2019/20.
Renata Bossle – NovaCana