Objetivo é garantir que o Brasil esteja preparado para responder a possíveis alterações no comércio internacional de petróleo, gás e biocombustíveis
O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu nesta quinta-feira, 10, uma reunião com representantes das principais entidades e empresas dos setores de petróleo, gás natural e biocombustíveis para discutir os possíveis impactos das tarifas recentemente anunciadas pelo governo norte-americano.
O objetivo foi avaliar efeitos e ouvir os diversos segmentos da cadeia produtiva sobre os possíveis reflexos das medidas econômicas. Os EUA estabeleceram uma tarifa de 50% para qualquer produto exportado pelo Brasil ao país.
O encontro foi coordenado pelo secretário nacional de petróleo, gás natural e biocombustíveis do MME, Pietro Mendes, que destacou a importância de ouvir o setor nesse momento.
“Nosso papel é manter um canal permanentemente aberto, para que qualquer informação relevante seja compartilhada com o governo brasileiro. Estamos ouvindo as necessidades de setores relevantes para a economia nacional diante de um cenário que exige atenção e responsabilidade. Vamos continuar monitorando os efeitos e trabalhando em conjunto para articular estratégias”, afirmou
Participaram da reunião representantes de:
- Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)
- Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove)
- Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom)
- Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio)
- Be8
- Bioenergia Brasil
- Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham)
- FS Bioenergia
- Inpasa
- Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP)
- Petrobras
- Raízen
- Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL)
- União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio)
- União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)
- União Nacional do Etanol de Milho (Unem)
Segundo o ministério, a iniciativa visa garantir que o Brasil esteja preparado para responder, de forma técnica e coordenada, a possíveis alterações no comércio internacional que possam impactar cadeias estratégicas como petróleo, gás natural e biocombustíveis.