A participação do etanol e biodiesel na matriz de transportes brasileira em 2014 atingiu 17,6%.
Para destacar a significado da presença dos biocombustíveis, o Ministério de Minas e Energia (MME) fez uso de comparações. No levantamento do governo o percentual é cinco vezes superior ao verificado nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de apenas 3,6%.
Se considerarmos a presença nos demais países, fora da OCDE, esse percentual é 44 vezes superior à fatia de 0,4%. O indicador foi divulgado na Resenha Energética Brasileira, apresentada no mês passado.
A oferta total de bioenergia em 2014 foi de 84,4 milhões de tep (1.640 mil bep/dia), montante correspondente a 27,6% da matriz energética brasileira.
Os produtos da cana (bagaço e etanol), com 48,1 Mtep, responderam por 57% da biomassa e por 15,7% da matriz. A lenha, com 24,7 Mtep, respondeu por 29,3% da biomassa e por 8,1% da matriz. Outras biomassas (lixívia, resíduos de madeira, resíduos da agroindústria e biodiesel), com 11,6 milhões tep, responderam por 13,7% da biomassa e por 3,8% da matriz.
Na composição da oferta de produtos da cana, aparece o etanol, com 14,9 Mtep (31,1%) e o bagaço de cana com 33,2 Mtep (68,9%). Na matriz energética brasileira, o bagaço representou 10,9%, e o etanol, 4,9%.
Em 2014, a produção de etanol ficou em 28,5 milhões m³, mostrando aumento de 3,3% sobre a produção de 2013. O consumo rodoviário, de 25 milhões m³, cresceu 9,3%, e as exportações líquidas recuaram 83%, correspondendo a 0,5 milhões m³ (3,2 milhões m³ em 2013).

A produção de biodiesel foi de 3.420 mil m³ em 2014, mostrando um crescimento de 17,2% sobre 2013, e correspondendo a uma mistura de 7% ao diesel fóssil. O biodiesel representa 0,95% da matriz energética brasileira.
Veja a Resenha Energética Brasileira.
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