O Ministério de Minas e Energia (MME) indeferiu um pedido do grupo Carlos Lyra, também conhecido como Caeté, para inclusão de uma unidade termelétrica no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio de um despacho.
Conforme o documento, a Caeté solicitou o enquadramento da UTE Paulicéia, situada no município paulista homônimo. O texto não detalha os fatores que motivaram a negativa.
De acordo com acompanhamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a UTE em questão opera desde 2013 e já atua com toda a potência outorgada, de 33,75 GW.
A decisão do ministério acontece menos de um mês após a pasta aprovar outra iniciativa da companhia. Em 22 de março, um despacho do MME enquadrou um projeto de investimentos da Caeté como prioritário, permitindo que a sucroenergética faça a emissão de debêntures incentivadas.
Neste caso, os recursos devem ser direcionados para ampliar o cultivo de cana em 11,1 mil hectares por safra entre 2024/25 e 2026/27, totalizando 33,3 mil hectares. Com isso, as unidades localizadas em São Miguel dos Campos (AL), Igreja Nova (AL) e Paulicéia (SP) devem ser beneficiadas.
Renata Bossle – NovaCana