O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles, afirmou nesta quinta-feira que o governo, 'dificilmente', atenderá a todos os pedidos do setor sucroalcooleiro. De acordo com Dornelles, não há 'clima econômico' para isso. 'Não tem como colocarmos um mandato para o etanol hidratado ou voltar com a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina', afirmou, nos bastidores do Ethanol Summit, em São Paulo. A incidência da Cide sobre a gasolina, por exemplo, poderia acarretar em mais inflação.
Em 2013, a administração federal lançou diversas medidas de apoio ao etanol, incluindo o reajuste do preço da gasolina, a linha de fomento Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (BNDES ProRenova) para a safra 2013-14 e o crédito de R$ 2 bilhões para a estocagem do biocombustível. Representantes do segmento sucroalcooleiro, contudo, criticaram a falta de uma política energética clara para o País.