Ministério de Minas e Energia destacou o crescimento do dinheiro liberado pelo BNDES em 2013 para o setor sucroenergético e os motivos do aumento.
Os desembolsos do BNDES ao setor sucroenergético, que totalizaram R$ 6,9 bilhões em 2013, foram destaque da edição de janeiro do Boletim Mensal dos Combustíveis Renováveis, publicado pelo Ministério das Minas e Energia (MME). No texto o volume de dinheiro desembolsado é apresentado em tom de otimismo por representar não apenas o aumento de 64% ante o resultado de 2012, mas também o retorno ao patamar verificado em 2010.
Entre o resultado de todas as linhas de crédito voltadas ao setor ressalta-se o do Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova), cuja carteira de empréstimos cresceu 96% de 2012 para 2013. De acordo com o MME, o melhor desempenho se deve à redução da taxa de juros de 8,8% a 9% para 5,5% ao ano e à ampliação do limite de financiamento, que foi de R$ 4.350 mil por hectare para R$ 5.450 mil, além do fim da restrição à participação de empresas com capital estrangeiro.
O ProRenova integra o grupo de linhas de crédito do BNDES voltadas para a área agrícola do setor sucroenergético, as quais desembolsaram juntas R$ 2,7 bilhões. Já a área industrial teve desembolso no valor de R$ 4,6 bilhões, o dobro do total do ano passado. Segundo o boletim, boa parte desta quantia foi repassada para projetos de ampliação de unidades produtoras existentes.
Para 2014 a expectativa é de que os desembolsos para o setor sejam menores, principalmente na área agrícola, já que a procura por financiamento para renovação de canaviais, que impulsionou os desembolsos deste ano, deve cair e a área agrícola deve deixar de ser o desafio do setor. Para representantes do banco, esse desafio passa a ser a parte industrial, à medida que a capacidade instalada é atingida.
Ainda assim, segundo declarações do chefe do departamento de Biocombustíveis do banco, Carlos Eduardo Cavalcanti, ao Valor Econômico, há a expectativa de que a demanda por financiamentos para cogeração volte a crescer, já que a venda de energia de biomassa feita no último leilão, em dezembro, foi significativa.
O boletim do MME também lançou um olhar positivo sobre a pequena mudança no consumo de combustíveis no Brasil, evidenciando o crescimento da participação do etanol (veja mais aqui).
Vivian Faria - NovaCana
Os desembolsos do BNDES ao setor sucroenergético, que totalizaram R$ 6,9 bilhões em 2013, foram destaque da edição de janeiro do Boletim Mensal dos Combustíveis Renováveis, publicado pelo Ministério das Minas e Energia (MME). No texto o volume de dinheiro desembolsado é apresentado em tom de otimismo por representar não apenas o aumento de 64% ante o resultado de 2012, mas também o retorno ao patamar verificado em 2010.
Entre o resultado de todas as linhas de crédito voltadas ao setor ressalta-se o do Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova), cuja carteira de empréstimos cresceu 96% de 2012 para 2013. De acordo com o MME, o melhor desempenho se deve à redução da taxa de juros de 8,8% a 9% para 5,5% ao ano e à ampliação do limite de financiamento, que foi de R$ 4.350 mil por hectare para R$ 5.450 mil, além do fim da restrição à participação de empresas com capital estrangeiro.
O ProRenova integra o grupo de linhas de crédito do BNDES voltadas para a área agrícola do setor sucroenergético, as quais desembolsaram juntas R$ 2,7 bilhões. Já a área industrial teve desembolso no valor de R$ 4,6 bilhões, o dobro do total do ano passado. Segundo o boletim, boa parte desta quantia foi repassada para projetos de ampliação de unidades produtoras existentes.
Para 2014 a expectativa é de que os desembolsos para o setor sejam menores, principalmente na área agrícola, já que a procura por financiamento para renovação de canaviais, que impulsionou os desembolsos deste ano, deve cair e a área agrícola deve deixar de ser o desafio do setor. Para representantes do banco, esse desafio passa a ser a parte industrial, à medida que a capacidade instalada é atingida.
"Saldo negativo"
Apesar de ser significativo, o crescimento do volume de desembolsos perdeu um pouco de força com a queda no repasse de dinheiro para projetos de cogeração. Conforme o texto, o desembolso para esta área somou R$ 23 milhões, valor 71% inferior ao registrado em 2012.Ainda assim, segundo declarações do chefe do departamento de Biocombustíveis do banco, Carlos Eduardo Cavalcanti, ao Valor Econômico, há a expectativa de que a demanda por financiamentos para cogeração volte a crescer, já que a venda de energia de biomassa feita no último leilão, em dezembro, foi significativa.
O boletim do MME também lançou um olhar positivo sobre a pequena mudança no consumo de combustíveis no Brasil, evidenciando o crescimento da participação do etanol (veja mais aqui).
Vivian Faria - NovaCana