Etanol: Mercado: Gasolina

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MME ainda não decidiu qual será o futuro da mistura de anidro na gasolina premium


NovaCana - Publicado: 30 Abr 2015 - 19:06 | Atualizado: 01 Mai 2015 - 21:44

Para alívio do Governo Federal — e do setor sucroenergético — a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou no último dia 22 as conclusões sobre os testes de durabilidade. Apesar das montadoras ainda não terem concluído 100% dos testes, a entidade mostrou-se convencida de que a mistura de 27% não trará problemas aos carros.

O passo lógico seguinte seria a elevação da mistura de etanol também na gasolina premium, que permaneceu com 25% de etanol. Mas a decisão parece não ser tão simples assim.

Apesar da questão técnica estar equacionada, o Governo Federal ainda não sabe qual será o futuro da gasolina premium. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que “essa decisão [sobre o índice de mistura na gasolina premium] ainda não foi tomada”.

Antes de a mistura de 27% entrar em vigor as desconfianças eram que questões políticas estariam apressando a decisão. Depois que o E27 foi anunciado, as declarações da Anfavea indicaram que a disputa com o governo não estava completamente definida. No início do mês o MME chegou a colocar o E27 como um dos desafios do setor, ao lado de problemas estruturais graves.

A lógica seria que a gasolina premium passasse a ter 27% de etanol, mas a decisão parece não ser tão simples assim

Resultado

Os testes da Anfavea, revelados pelo MME, apontaram que não houve alteração significativa nos veículos avaliados.

Foram estudadas as consequências técnicas de funcionalidade, compatibilidade e durabilidade, decorrentes da utilização contínua de gasolina com 27,5% de etanol anidro. O relatório informa que o plano de ensaios foi realizado de acordo com a disponibilidade de cada uma das sete fabricantes de veículos participante, conforme suas próprias normas internas, e consolidado pela Comissão Interna de Energia e Meio Ambiente (CEMA) da Anfavea.

e27 consumo

e27 emissoes

Polêmica

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, recomendou repetidas vezes que os veículos movidos à gasolina não abastecessem com a versão comum do carburante que, desde de março 16 de março, contém 27% de anidro.

“A decisão de manter a gasolina premium inalterada se deve a não conclusão dos testes de durabilidade e, portanto, a Anfavea recomenda que os veículos com motor movidos a gasolina utilizem a premium”, justificou na ocasião.

O estudo apresentado e as declarações publicadas pelo MME nesta semana não fazem qualquer menção a gasolina premium.

Política

O representante do Fórum Nacional Sucroenergético, Pedro Luciano Oliveira, presente no encontro do dia 22, quando foi apresentado o relatório, afirmou que não caberia ao corpo técnico tratar do comentário de Moan, sendo esta “uma colocação política, de um nível [hierárquico] superior”.

De acordo com o cronograma apresentado pela Anfavea, três montadoras já terminaram seus testes e as demais devem concluir suas avaliações até a segunda quinzena do mês de junho.

O resultado dos trabalhos apresentados na última reunião do grupo de trabalho sobre o aumento da mistura foram disponibilizados pelo MME e podem ser acessados clicando em: Relatório e Apresentação

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