Depois de três anos de preços altos, o açúcar começou a apresentar quedas importantes nos valores negociados internacionalmente. Então, após grandes investimentos para aumentar a capacidade de cristalização, as usinas brasileiras não precisarão maximizar a produção do adoçante nos próximos anos.
A afirmação foi feita pelo analista do Itaú BBA, Lucas Brunetti, no evento Agro Em Pauta, realizado pelo banco nesta quinta-feira, 3.
Uma das razões para este cenário, explica Brunetti, é a perspectiva de recuperação global na produção do adoçante nos próximos anos, o que gerou uma pressão no mercado global.
Já em relação à safra brasileira 2025/26 de cana-de-açúcar, a expectativa é de uma queda na moagem. Ainda assim, as usinas deverão continuar priorizando a fabricação do adoçante.
Assim, para o etanol, o contexto é de queda na fabricação do biocombustível de cana-de-açúcar. Apesar disso, o banco acredita que a produção a partir do milho ganhe destaque, principalmente com a nova demanda de anidro, advinda da aprovação do E30.
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