Açúcar: Mercado

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Mix alcooleiro dá suporte e futuros do açúcar disparam em NY


Agência Estado - Publicado: 11 Nov 2015 - 09:54

Os futuros de açúcar demerara surpreenderam ontem e avançaram mais de 4% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Para analista, a renovação do viés de alta está no mix de produção mais alcooleiro no Centro-Sul do Brasil, mesmo com a demanda pelo alimento ainda patinando no físico.

Relatório divulgado nesta terça-feira pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) mostrou que as usinas e destilarias da principal região produtora do País destinaram 57,8% da oferta de matéria-prima para fabricação de etanol na segunda quinzena de outubro. O porcentual ficou acima do de 56,6% registrado na primeira metade do mês, contrariando as expectativas de um mix mais açucareiro.

João Paulo Botelho, da INTL FCStone, comenta que as vendas recordes de álcool no mês passado mantêm as perspectivas favoráveis para a fabricação do biocombustível. Em outubro, o Centro-Sul comercializou 1,7 bilhão de litros de hidratado internamente, um recorde. No total, incluindo anidro, as usinas da região venderam no mês passado 2,74 bilhões de litros (+27%) nos mercados doméstico e externo.

Do lado baixista, continua a demanda enfraquecida. "No Porto de Santos, os diferenciais de exportação chegam a 100 pontos, mesmo com o mercado em Nova York invertido", destacou Botelho, em referência à retração na procura pelo alimento.

Com a movimentação de ontem, os preços voltaram para o intervalo que vai de 14,50 cents a 15 cents por libra-peso. A expectativa é de que os contratos se mantenham neste range hoje, mas tanto uma correção para baixo quanto mais uma esticada para cima não estão descartadas.

Olhando mais para a frente, o Itaú Unibanco projetou ontem que a cotação média do açúcar em 2016 alcançará 14,90 cents/lb, acima dos 11,40 cents/lb estimados anteriormente. A revisão incorpora "a realidade atual de déficit no ano-safra 2015/16 e o fato de que os preços deverão permanecer elevados para incentivar uma produção maior à frente".

Março subiu 72 pontos (5,15%) e fechou a terça-feira em 14,71 cents/lb, com máxima de 14,87 cents/lb (mais 88 pontos) e mínima de 13,97 cents/lb (menos 2 pontos). Maio avançou 67 pontos (4,89%) e terminou em 14,36 cents/lb. O spread março/maio variou de 30 para 35 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

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O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a terça-feira em R$ 75,54/saca, alta de 0,69% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 19,92/saca (+0,91%). A moeda norte-americana ficou em R$ 3,7789, baixa de 0,30%.