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Millenium deve ser a vencedora do leilão da usina São Fernando, recomenda BB

Credor considera que a proposta da companhia é a mais atrativa pelo valor e pela forma de pagamento

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O Banco do Brasil, um dos principais credores da usina São Fernando, emitiu na última quarta-feira, 28, parecer sobre os possíveis compradores da massa falida, cujo processo está em andamento desde 2017. Após a análise das propostas dos interessados pela compra, o banco definiu que as condições da Millenium Holding são as mais atrativas.

A usina, que entrou em recuperação judicial em 2013, foi a leilão em 1º de março e recebeu quatro propostas, sendo três de grupos do setor sucroenergético: a Millenium; a AGF Indústria Produtora de Açúcar, Etanol e Energia Elétrica; e a Energética Santa Helena. José dos Santos, representando um consórcio de investidores, o EGS, também demonstrou interesse.

Após o certame, os interessados tinham 14 dias para se manifestar e outros cinco para defender suas propostas, que seriam avaliadas pelo administrador judicial Vinicius Coutinho, a fim de verificar se elas se encaixavam nos pré-requisitos do leilão.

De acordo com o Banco do Brasil, dentre as analisadas, a Millenium se destaca nos seguintes critérios: o valor presente líquido da proposta é superior; o prazo total para pagamento, de até 180 dias, é inferior; a forma de transferência da usina para a vencedora é mais segura – apenas após o pagamento integral; e as possibilidades de garantias são maiores.

Saiba mais sobre a análise do Banco do Brasil no texto completo (exclusivo para assinantes).

O Banco do Brasil, um dos principais credores da usina São Fernando, emitiu na última quarta-feira, 28, parecer sobre os possíveis compradores da massa falida, cujo processo está em andamento desde 2017. Após a análise das propostas dos interessados pela compra, o banco definiu que as condições da Millenium Holding são as mais atrativas.

A usina, que entrou em recuperação judicial em 2013, foi a leilão em 1º de março e recebeu quatro propostas, sendo três de grupos do setor sucroenergético: a Millenium; a AGF Indústria Produtora de Açúcar, Etanol e Energia Elétrica; e a Energética Santa Helena. José dos Santos, representando um consórcio de investidores, o EGS, também demonstrou interesse.

Após o certame, os interessados tinham 14 dias para se manifestar e outros cinco para defender suas propostas, que seriam avaliadas pelo administrador judicial Vinicius Coutinho, a fim de verificar se elas se encaixavam nos pré-requisitos do leilão.

De acordo com o Banco do Brasil, dentre as analisadas, a Millenium se destaca nos seguintes critérios: o valor presente líquido da proposta é superior; o prazo total para pagamento, de até 180 dias, é inferior; a forma de transferência da usina para a vencedora é mais segura – apenas após o pagamento integral; e as possibilidades de garantias são maiores.

Mesmo sem apresentar a capacidade financeira da empresa, o que colaboraria na segurança da operação, a Millenium foi considerada uma boa opção especialmente pela proposta de pagar o valor integral ofertado, R$ 351,56 milhões, em uma única parcela e em até 180 dias do contrato.

Além disso, conforme o documento, a interessada compartilhou algumas informações a respeito do seu projeto de inovação para a São Fernando, que poderá trazer longevidade à empresa e a manutenção de empregos, garantindo prosperidade para a região.

O projeto envolve a diversificação das receitas da companhia, com a utilização de uma planta que processe tanto o milho – que é abundante na região de Dourados (MS), onde ela está localizada – quanto a cana-de-açúcar para produzir etanol, o que o banco considera mais um ponto positivo.

O documento compara a proposta da Millenium com a da Energética Santa Helena; o Consórcio EGS não foi considerado por não ter apresentado sua defesa e a proposta da AGF não era válida.

Além do valor pretendido pela Millenium ser maior – a Santa Helena ofereceu R$ 322,5 milhões –, a diferença no prazo de pagamento foi fator decisivo. A segunda companhia analisada se comprometeu a pagar em 45 parcelas trimestrais, com início em 2021 e término somente em 2035, o que poderia acarretar riscos de inadimplência.

“A mitigação do risco está necessariamente atrelada ao prazo de cumprimento das obrigações assumidas”, afirma o Banco do Brasil, que completa: “Sendo assim, caso a proposta da Santa Helena seja aceita, será assumido o risco do não cumprimento das obrigações financeiras pactuadas por 15 anos e não somente por 180 dias (proposta da Millenium)”.

Conforme as informações do processo, o documento do Banco do Brasil agora será apresentado para o Ministério Público e para o juiz de direito da 5ª Vara Civil da comarca de Dourados. Com base na análise dos credores, poderá ser definido o vencedor do leilão, novo proprietário da usina São Fernando.

Rafaella Coury – NovaCana

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