A quinta-feira, 27, terminou com os preços do milho caindo, mas já apresentando alguns ganhos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Amambaí (MS) e Itapetininga (SP).
Já as desvalorizações apareceram nas praças de Não-Me-Toque (RS), Panambi (RS), Rondonópolis (MT), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e São Gabriel do Oeste (MS).
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “os indicadores do mercado físico em Campinas cederam nos últimos dias refletindo algum alívio sobre o plantio norte-americano e o dólar mais calmo. Os fundamentos tiveram poucas alterações de modo geral, mas a volatilidade segue relativamente alta seja na B3 ou na CBOT”.
A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que “agentes do mercado de milho estão dispostos a negociar a saca do cereal em níveis cada vez mais baixos, com isso o indicador do milho em Campinas (SP) recuou para os R$ 98 por saca, o menor nível nos últimos 30 dias”.
Os preços futuros do milho encerram a quinta-feira contabilizando ganhos na bolsa brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,29% e 3,23% ao final do dia.
O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 94,00 com alta de 2,29%; o setembro de 2021 valeu R$ 94,37 com valorização de 3,23%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 95,55 com elevação de 2,54%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 96,80 com ganho de 2,43%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a dúvida é muito grande com relação ao que será da safra: “A safra está atrasada e ainda tem risco de geadas em junho e julho, mas aparentemente, o mercado do milho começa a bater no fundo”.
Brandalizze destaca ainda que os atuais patamares são bons para quem puder travar preço em alguns volumes, mas ele não recomenda a venda de muito milho justamente por conta das incertezas quanto à segunda safra.
A Bolsa de Chicago (CBOT) disparou nesta quinta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 34,25 e 40 pontos ao final do dia.
O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,64 com valorização de 40 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,85 com ganho de 38,25 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,55 com elevação de 34,25 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,61 com alta de 34,25 pontos.
Esses índices representaram valorizações em relação ao fechamento da última quarta-feira, de 6,41% para o julho de 2021, de 6,95% para o setembro de 2021, de 6,73% para o dezembro de 2021 e de 6,45% para o março de 2022.
Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos subiram mais de 6% na quinta-feira em uma recuperação de compra técnica, de cobertura vendida após as maiores baixas em um mês e com a forte demanda por grãos para ração que sustentou os preços.
“Estamos vendo algumas compras especulativas chegando ao mercado. O clima realmente não justifica essa alta na safra de milho, mas a demanda ainda está lá”, disse o presidente da corretora norte-americana Midwest Market Solutions, Brian Hoops.
A publicação destaca ainda que, o milho obteve apoio da forte demanda de exportação, principalmente para os embarques da nova safra para a China. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou mais de 5,6 milhões de toneladas em vendas de milho da nova safra para a China na semana passada.
O relatório semanal de vendas de exportação do USDA também não mostrou cancelamentos em grande escala de compras de milho de safra antiga pela China. Além disso, confirmou as vendas privadas de 152,4 mil toneladas de milho da nova safra para compradores não divulgados por meio de seu sistema de relatórios diários.
Guilherme Dorigatti