Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quinta-feira, 12, recuperando-se de uma queda para o menor nível em quase duas semanas, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa da safra de milho norte-americano, disseram operadores.
Os contratos de referência do milho na CBOT, com vencimento em dezembro, fecharam em alta de 1,25 centavo de dólar, indo a US$ 4,06 por bushel, recuperando-se após uma queda para US$ 3,97 dólares por bushel, o menor nível do contrato desde 30 de agosto.
Os preços futuros do milho se firmaram no final da sessão, no que pareciam ser movimentos técnicos, disseram corretores.
O milho havia caído no meio da sessão depois que o USDA, em um relatório mensal de oferta e demanda, elevou sua estimativa da produtividade do milho dos EUA em 2024 para um recorde de 183,6 bushels por acre, em comparação com 183,1 no mês passado.
Analistas entrevistados pela Reuters esperavam, em média, um ligeiro corte depois que um período de seca na região Meio-Oeste dos EUA estressou as plantações no mês passado.
O USDA previu uma produção de milho de 15,186 bilhões de bushels, a segunda maior colheita da história. “O USDA aumentou um pouco a produção de milho, o que não era esperado. Isso vai pegar algumas pessoas de surpresa”, disse a sócia da Consus Ag Consulting, Angie Setzer.
Na bolsa brasileira B3, por sua vez, o movimento foi misto. Os futuros de milho para setembro subiram 0,79%, para R$ 63,80 por saca de 60 quilos, enquanto os com vencimento em novembro tiveram queda de 0,45%, indo a R$ 66,70 por saca.
Julie Ingwersen
Com informações adicionais NovaCana