Os contratos futuros de milho negociados dos Estados Unidos subiram nesta sexta-feira, 13, atingindo o pico de uma semana e meia.
O movimento acontece na esteira de dados altistas sobre a safra do país, divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) no dia anterior, e preocupações com o mau tempo sul-americano.
O mercado ganhou mais de 2% desde que o USDA cortou inesperadamente suas estimativas de colheita dos EUA para 2022 em um relatório mensal na quinta-feira e previu suprimentos mais apertados do que os traders esperavam.
Os traders também se concentraram no clima adverso da safra na América do Sul, especialmente na Argentina, e acertaram as posições antes de um fim de semana de três dias, com os mercados dos EUA fechados na segunda-feira devido ao feriado do Dia de Martin Luther King Jr.
“É um pouco de continuação da compra de ontem e um pouco de posicionamento antes do longo fim de semana”, disse o corretor de grãos Craig Turner, da StoneX.
A chuva é esperada em algumas áreas da Argentina nas próximas duas semanas, mas uma grande parte de suas safras de milho e soja permanecerá sob pressão pela pior seca do país em 60 anos, disseram os meteorologistas.
Em Chicago, o contrato de milho com vencimento em março adicionou 4 centavos de dólar, indo a US$ 6,75 por bushel. Com isso, houve um ganho semanal de 3,2%, o mais forte em quatro meses e meio.
Já a bolsa brasileira B3 viu uma retração. Os futuros com vencimento em março caíram 0,38%, para R$ 92,15 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 0,11%, sendo negociado a R$ 91,90 por saca.
Karl Plume
Com reportagem de Sybille de La Hamaide e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana