Os futuros de milho negociados nos Estados Unidos saltaram nesta quinta-feira, 26, com o apoio de um relatório do governo que mostrou uma forte demanda no exterior por grãos e oleaginosas, disseram traders.
“Tivemos algumas vendas de exportação decentes em comparação com o que vimos nas últimas semanas e essa tendência, principalmente para milho e trigo, deve continuar”, disse o presidente da corretora A/C Trading, Jim Gerlach.
Ainda assim, traders disseram que os ganhos em milho foram limitados pela próxima safra sul-americana.
Com isso, o contrato mais ativo do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – com vencimento em março – ganhou 7,75 centavos de dólar, indo a US$ 6,8250 por bushel.
Os grãos receberam apoio adicional das preocupações de que as safras da Ucrânia, um importante fornecedor global, serão menores devido à guerra, e que a safra da Rússia também ficará abaixo das expectativas.
O relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), divulgado na manhã de quinta-feira, mostrou que as vendas de exportação de milho totalizaram 925,9 mil toneladas na semana encerrada em 19 de janeiro, em linha com as expectativas do mercado.
A bolsa brasileira B3, por sua vez, segue em retração. Este movimento vem sendo registrado desde 10 de janeiro.
Na sessão mais recente, os futuros com vencimento em março caíram 0,28%, para R$ 88,85 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 0,19%, para R$ 89,09 por saca.
Mark Weinraub
Com reportagem de Naveen Thukral e Sybille de La Hamaide; informações adicionais NovaCana